Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 21/03/2020
No filme americano “Simplesmente Acontece”, a jovem, Rose, de 18 anos, engravida durante a sua festa de formatura do colégio. Fora da ficção, no Brasil, muitas meninas engravidam precocemente. Uma vez que há a falta de informações acerca de relações sexuais, e como proteger-se da gravidez, essas jovens iniciam a prática sexual mais cedo do que o esperado. Além disso, nota-se a negligência governamental perante esse assunto, visto que não há políticas públicas para prevenir a gravidez precoce.
Em primeira análise, cabe ressalvar que muitas adolescentes não têm o devido conhecimento sobre os métodos contraceptivos e quais as consequências da prática sexual desprotegida. Consoante o economista Arthur Lewis, “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido”. Nesse contexto, é necessário que haja essa educação nas escolas, para que meninas aprendam a importância de se prevenir e assim evitar uma gravidez indesejada.
Ademais, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), 18% dos nascidos brasileiros são filhos de mães adolescentes. Desse modo, vê-se o descaso governamental diante do índice de casos de gravidez na adolescência, pois não há ações que previnam tal acontecimento. A tendência é que esses casos aumentem, se o Governo permanecer negligenciando o assunto.
Em virtude dos fatos mencionados, é indubitável que medidas sejam implantadas para reverter essa situação. Cabe ao Ministério da Educação, ministrar nas escolas aulas de educação sexual, mostrando métodos contraceptivos e consequências do sexo desprotegido, a fim de reduzir ou extinguir os casos de adolescentes grávidas. Esta ação deve ser feita por meio da inclusão da matéria (educação sexual) na grade curricular. Ainda, o Governo, em parceria com o Ministério da Saúde, deve promover campanhas de conscientização para jovens iniciarem a vida sexual tardiamente. Logo, teremos o retorno previsto por Arthur Lewis.