Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 21/03/2020

Evasão escolar, exclusão social, novas gestações indesejadas e desequilíbrio familiar são as principais consequências, na maioria dos casos, de uma gravidez precoce. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cada 5 bebês que nascem no Brasil, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos. Para evitar os efeitos supracitados, é necessário que os jovens tenham apoio e acesso à informação.

É indubitável a necessidade da educação sexual nas escolas e no ambiente doméstico, pois é através dela que ocorre a conscientização acerca dos cuidados necessários nas relações sexuais. Porém, se é utilizada uma linguagem repressiva ou punitiva para exercer tal ensino, o método perde a eficácia. A chave para  a eficiência dessa instrução é um diálogo livre de julgamentos, em que o adolescente se sinta confortável para se expressar e ao mesmo tempo seja educado para ser responsável.

Apesar da indispensabilidade da prevenção, é necessário que essa preocupação se estenda aos casos em que a gestação já teve início. É de suma importância que os futuros pais da criança gerada, tenham apoio da família, dos amigos, da escola e sobretudo, do governo. Do contrário, será ainda mais difícil para os progenitores conciliarem os estudos, ingressarem no mercado de trabalho e conquistarem independência financeira (especialmente os mais pobres). O que ocasiona diversos problemas familiares, emocionais, econômicos e jurídico-sociais.

Destarte, é necessário que o Poder Legislativo institua uma lei nacional que garanta a criação de programas para adolescentes grávidas em todo o país. Este programa deve ser implementado pelo Poder Executivo e deve ter foco na prevenção da gravidez precoce, no auxílio médico e psicológico as gestantes juvenis e  a seus bebês, e na permanência desses genitores no ambiente escolar.  Só assim, a educação sexual será efetiva, o número de recém nascidos entre jovens será menor, e as crianças que já existem (e nasceram nesse contexto), terão maior proteção.