Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 25/03/2020
Em sua obra ‘‘O cortiço’’, o escritor maranhense Aluísio Azevedo, ao retratar a vida dos moradores na habitação, destaca vários problemas de convivência , tanto que a personagem Marciana, obcecada por limpar a casa, enlouquece ao saber que sua filha, Florinda, de 15 anos estava grávida. Fora da literatura, o número de casos de gravidez na adolescência aumenta consideravelmente, o que é um problema, devido a desinformação, mas também aos impactos que uma gestação precoce pode suscitar.
É notório, que a falta de informação acerca do uso de métodos contraceptivos e a falta de diálogo por parte da família e da escola ao tratarem as práticas sexuais como um tabu, favorecem o crescimento no número de mães adolescentes. Segundo um estudo da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), aponta que a gravidez na adolescência ocorre em maior frequência entre as meninas com menor escolaridade e menor renda, demonstrando que as mais vulneráveis, são as maiores vítimas.
Além disso, vale ressaltar que mesmo a filosofia existencialista de Sartre afirmando que o homem está , paradoxalmente, condenado a ser livre, ao examinar a ausência de ações governamentais no combate à gravidez precoce, percebe-se um distanciamento do jovem nos ambientes escolares. Isso ocorre, devido as responsabilidades da maternidade, os cuidados com o bebê e a procura de empregos que possam ajudar no sustento familiar, deixando os estudos em segundo plano.
Portanto, é necessário que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, elaborem palestras, para que de maneira lúdica , haja a orientação dos jovens quanto aos riscos e consequências de uma gravidez precoce. Ademais, mo Ministério da Saúde deve investir mais verbas em postos de saúde nas cidades onde esses casos são mais abundantes, para que sejam realizados programas de apoio psicológico com os jovens de baixa renda.