Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/03/2020

No período da Idade Média a gravidez precoce era uma necessidade, tendo em vista o pouco desenvolvimento da medicina e a baixa expectativa de vida. Hodiernamente, a medicina evoluiu, porém, a gravidez precoce ainda é uma realidade persistente. Pode-se relacionar o acesso abundante aos métodos contraceptivos e a propagação de informações como ações governamentais que objetivam reduzir a gestação na adolescência.

Em primeira análise, ressalta-se a importância da aquisição de contraceptivos pelos adolescentes. É evidente que os anticoncepcionais evitam a gestação, por isso, o governo disponibiliza alguns dos métodos nas unidades de saúde. Entretanto, têm-se como empecilhos o medo do julgamento social ao adquirir os produtos e a insuficiência desses no sistema público. Dessa forma, ocorre a pratica do sexo sem proteção e o aumento da possibilidade de engravidar. Essa perspectiva é ilustrada pelo filme “Meninas”, o qual retrata o cotidiano de jovens que ficam gravidas, tendo como principal potencializador a ausência de preservativos.

Em segundo plano, evidencia-se a propagação de informações e instruções que pretendam reduzir a maternidade prematura. Em princípio, destaca-se a educação sexual como principal agente de conscientização e conhecimento. Contudo, a temática sexualidade se tornou um tabu na sociedade, sendo comprovada pela ciência histórica, a qual afirma que a formação familiar tem como base o patriarcado. Mesmo hodiernamente, ainda é persistente essa censura sobre o assunto.

Destarte, fica notório que as ações governamentais são insuficientes para reduzir a gravidez precoce. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a Secretaria da Criança e do Adolescente promoverem a discussão sobre sexualidade nas escolas, com a presença dos pais e alunos. Por meio de, palestras e campanhas. Além disso, o Ministério da Saúde deve aumentar a disponibilidade de preservativos nas unidade de atendimento. Com essas medidas, obtêm-se a desconstrução do preconceito e a inversão do que ocorria na Idade Média.