Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/03/2020

Segundo dados da OMS,Organização Mundial da Saúde,o índice de meninas na faixa etária entre 15 e 19 anos grávidas está acima da média latino-americana.Diante disso,constata-se que mesmo com o declive demonstrado nos últimos 10 anos,o Brasil ainda possui elevada taxa de adolescentes grávidas.Nesse viés,é notório que a precária educação sexual e a falta de preparo da familiar e dos adolescentes são fatores que coadunam para essa problemática.

Cabe ressaltar,a principio,a educação sexual no Brasil.Nessa perspectiva,de acordo com o sociólogo Habermas,os meios de comunicação são fundamentais para a razão comunicativa,ou seja,consiste na capacidade de decidir em conjunto o melhor para a sociedade,usando como instrumento o diálogo.Analogamente,transpondo para a realidade da gravidez na adolescência, a comunicação com o jovem sobre educação sexual ainda é a melhor forma de prevenir esse quadro.Assim,medidas como inserção de palestras sobre sexo e suas consequências,além de como usar os métodos contraceptivos seriam eficazes para orientar o jovem a decidir quando e como iniciar a sua vida sexual com o preparo adequado.Entretanto,na sociedade há a prevalência de obstáculos culturais que interpretam a sexualidade como um “tabu”.Diante disso,o diálogo proposto por Habermas é ainda precário sobre esse assunto e,consequentemente,reflete no aumento da taxa de gravidez precoce.

Outrossim,o despreparo social é outro fator que interfere nessa realidade.Dados do IBGE indicam que a parcela da população mais afetada por esse quadro é as meninas de classe média baixa.Tal fato demonstra que a falta de auxílio social, de informação e de educação corroboram para esse evento.Por conseguinte,o documentário “meninas”,produzido por Sandra Werneck,retratada a realidade de adolescentes grávidas da periferia do Rio de Janeiro.Nesse contexto,ele demonstra o despreparo tanto da família quanto da adolescente em lidar com esse cenário,além das consequências que podem acarretar,a exemplo da evasão escolar e falta de perspectiva de futuro.Diante disso,meninas que já eram afetadas pela realidade da classe social pertencente,agora tem suas expectativas diminuídas devido à precoce maternidade.

Em suma,cabe ao Governo Federal,aliado com o Ministério da Educação,implementar políticas públicas para mitigar esse cenário.Dessa forma,pode-se,por meio da inclusão no currículo escolar de palestras sobre educação sexual,as quais orientariam o jovem sobre métodos contraceptivos,gravidez na adolescência e preparo para vida sexual.Além disso,é valido que o Ministério da Saúde em conjunto com a mídia social,divulguem e distribuam contraceptivos,sobretudo em áreas perifericas,a fim de reduzir os índices publicados pela OMS e garantir a integridade da infância e adolescência.