Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 06/04/2020

Hodiernamente, a questão da gravidez na adolescência é uma séria problemática no Brasil. Isso se deve, mormente, à negligência do Estado em promover ações que reduzam tal fato social acrescida dos diversos impactos da gestação em mães precoces. Dessa forma faz-se necessário e urgente ações eficazes a fim de conter esse impasse que é a ineficácia de prevenção do governo frente a essa questão.

A princípio, sabe-se que a ausência de políticas as quais disponham nas escolas a educação sexual funciona como impulsora desse entrave. Tal fato se observa na vaga disponibilização de informações a respeito dos direitos e deveres que a menina e o menino têm ao ingressarem na fase sexual de suas vidas, especialmente nas famílias mais carentes, o que pode acarretar em relações sexuais sem proteção ou até mesmo sem consentimento, ambas sujeitas à gravidez, e também segundo o senso da OMS, o qual relata que a média desses casos no país está acima das da America Latina. Nesse contexto, o Brasil apresenta falta de supervisão efetiva no combate ao uso instrumental da mulher na sociedade, como é visto nas políticas do aborto, em que a legislação se baseia em crenças, não em direitos -mesmo esta sendo laica-  as quais negam, na prática, o interrompimento da gestação indesejada concebida pelo ato do estupro. Dessa forma, o governo falha no seu papel de provedor de saúde e bem estar.

Além disso, as mães precoces sofrem em demasia devido ao despreparo do corpo e da mente em dar à luz a outro ser vivo e nas responsabilidades que tal ação acarreta. A despeito disso, pode-se citar a estimativa da ONU de que a taxa de mortalidade materna entre meninas de treze anos é quatro vezes maior que as das mulheres de vinte, a qual prova que gravidez na adolescência é um risco que não pode ser irrelevável, bem como os de evasão escolar, mudanças negativas no corpo e eventuais sintomas depressivos, fatores recorrentes após a gestação. Em contrapartida, há também modificações em oportunidades de trabalho, haja vista a saída precoce da escola acrescida do preconceito da sociedade em acolher esses grupos, tal como a ameaça da saúde do bebê e da sua qualidade de vida, o que caracteriza a desarticulação do Artigo 4º da Constituição, a qual prevê o direito igual de oportunidades aos brasileiros. Sendo assim, é inerente para a sociedade ações governamentais que reduzam a gravidez na adolescência, haja vista todos os efeitos negativos mencionados.

Destarte, é necessário que o Estado promova efetivamente a educação sexual nas escola, já que essa é a melhor forma de consciencização a respeito dos cuidados e riscos do sexo na adolescência. Para tanto, o investimento na qualificação dos professores, como a promoção de cursos e palestras que visem a melhor abordagem dos profissionais ao assunto, é um meio eficaz de realizar essa ação. Por fim, tal intervenção com a finalidade de reduzir os índices de gravidez precoce no Brasil.