Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 27/03/2020
Em sua obra ‘‘O cortiço’’, o escritor maranhense Aluísio Azevedo , ao retratar a vida dos moradores na habitação , destaca vários problemas de convivência , tanto que a personagem Marciana, obcecada por limpar a casa, enlouquece ao saber que sua filha, Florinda, de 15 anos estava grávida. Fora da literatura, o número de casos de gravidez na adolescência aumenta consideravelmente , o que é um problema, devido a desinformação, e também aos impactos que uma gestação precoce pode suscitar.
É notório, que a falta de políticas públicas que informem os jovens do funcionamento e existência dos métodos contraceptivos, impulsiona o crescimento no número de mães adolescentes, sendo essas em sua maioria meninas com menor escolaridade e menor renda, segundo a Organização Pan- Americana de Saúde (OPAS). Além disso, a falta de diálogo no meio familiar e a ineficácia das escolas em tratarem sobre a prática sexual e doenças transmissíveis, também estimula a gravidez precoce.
Ademais, vale ressaltar que mesmo a filosofia existencialista de Sartre afirmando que o homem está, paradoxalmente, condenado a ser livre ao examinar a ausência de ações governamentais no combate à gravidez na adolescência , percebe-se um distanciamento do jovem dos ambientes escolares. Isso ocorre, devido a falta de creches que poderiam auxiliar mães adolescentes , a fim de que elas possam deixar seus filhos nesses estabelecimentos e darem continuidade aos estudos
Portanto, é necessário que o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação, desenvolva palestras, por meio de profissionais da saúde e educadores, com a finalidade de elaborarem temáticas sobre a importância do uso dos métodos contraceptivos , para evitar gestações precoces. Dessa forma, realidades como a de Florinda, serão reduzidas na sociedade.