Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 03/04/2020

No documentário brasileiro “Meninas”, relata-se a rotina de cinco adolescentes que viram suas vidas mudarem por completo após descobrirem que estavam grávidas, visto que se viram obrigadas a desistir  repentinamente de sonhos e de sua inocência. Infelizmente, essa obra retrata uma realidade ainda vivenciada por um alarmante número de garotas no Brasil contemporâneo, principalmente devido a ausência de uma educação sexual ampla e qualitativa nas Escolas nacionais e a distribuição heterogênea de preservativos nas unidades públicas de saúde do país. Destarte, medidas governamentais fazem-se imprescindíveis para sanar tal anomalia social vigente.

Em primeira análise, a falta de escolaridade é um dos principais fatores que levam ao aumento dos casos de gestação na adolescência. Nesse sentido, a UNESCO (órgão das Nações Unidas sobre educação) em 2016 redigiu um relatório afirmando sobre a necessidade da educação sexual dentro das escolas, uma vez que ela preserva a integridade da juventude mundial. Em face disso, é de fundamental importância a universalização do ensino de qualidade em prol da redução dessa problemática.

Em segunda análise, a escassez periódica de preservativos gratuitos nos postos de saúde, sobretudo naqueles localizados nas periferias das grandes cidades, deturpam o combate à gravidez em jovens. Nessa perspectiva, a Organização Mundial das Naçôes Unidas (ONU) publicou, em 2018, um relatório sobre a elevada taxa de gestantes adolescentes na América Latina e nele explicou como a expansão no acesso à camisinhas pode ser um dos meios mais eficazes na luta contra essa  adversidade. Dessa maneira, a atuação do Poder Executivo torna-se fulcral para a superação desse cenário deletério.

À luz do exposto, a fim de mitigar os casos de gravidez na adolescência, cabe ao Ministério da Educaçâo promover em todas as Escolas nacionais aulas sobre educação sexual, por meio de explicações didáticas que ocorreriam em aulas de biologia e em palestras periódicas a alunos do Ensino Médio, com o fito de gerar uma juventude mais consciente e protegida. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde, juntamente ao Poder Executivo, democratizar o acesso gratuito à preservativos em todos os hospitais públicos, a fim de impedir um compartamento sexual de risco na população. Desse modo, a realidade vivida pelas jovens do documentário “Meninas” será gradativamente obsoleta.