Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 08/05/2020
Inegavelmente, no Humanismo, movimento literário evidenciado outrora, a busca pela centralização universal do homem dentre outros assuntos se intensifica através das críticas religiosas e sociais, com maior conhecimento, o homem passa a ter maior controle de suas atitudes. Entretanto, existem certas situações que, mesmo nos tempos atuais, a humanidade não conseguiu controlar, por exemplo, a gravidez indesejada na adolescência. É, portanto, necessário dizer que pequenas atitudes, como, a falta de diálogo familiar sobre as responsabilidades da vida sexual e a não realização profissional dessas adolescentes tendem a perpetuar a problemática.
Precipuamente, é válido destacar que, no seriado Americano, “Eu, a patroa e as crianças”, é tratado vários assuntos do cotidiano da família. Contudo, a personagem Jay Kyle retrata a história de uma mulher que, durante sua adolescência, cultivava diversos sonhos que foram interrompidos após engravidar aos 16 anos. Todavia, podemos observar que, apesar dos acontecimentos entre ela e o marido, a gravidez prematura só passa a ser conversada com os filhos quando o primogênito do casal, aos 18 anos, está à espera do primeiro bebê. De fato, muitas escolas já tratam sobre o assunto com o auxílio de palestras e campanhas, porém, a falta de acompanhamento e diálogo familiar sobre o assunto além de gerar certo tabu e falta de confiança para tratar da vida sexual com os pais, também é fator que contribui para o crescimento do número de adolescentes grávidas no país.
Posteriormente, podemos mencionar que o pensamento gerado na Antiguidade, a respeito da mulher, se desfez gradualmente. Na atualidade, não mais tratamos como papel único da mulher a procriação. Analogamente as obrigações maternas, a mulher é responsável por conquistar a formação escolar e a profissionalização, bem como, a independência financeira. Porém, muitas mulheres enfrentam grandes desafios para se realizarem profissionalmente devido uma gravidez na adolescência não planejada, já que, cerca de 35% das jovens que abandonam a escola é devido à necessidade de dedicar-se ao filho e à nova vida que surgiu, de acordo com pesquisa realizada pelo site G1. Dessa forma, dificilmente essas mulheres conseguirão bons empregos e a independência financeira desejada futuramente.
Por conseguinte, cabe ao Governo, garantir que maiores informações cheguem até os jovens e que a evasão escolar diminua, seja por meio de campanhas que visem apresentar as consequências da gravidez prematura ou por meio de auxílios governamentais que dê aberturas para a conclusão do ensino dessas garotas, por exemplo, projetos como o EJA, Educação para jovens e adultos, que não puderam concluir o ensino médio no tempo certo. Para que, assim, a problemática diminua seus efeitos negativos na sociedade e a humanidade se aproxime um pouco mais dos interesses do Humanismo.