Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 03/04/2020

No contexto social contemporâneo, a gravidez na adolescência notabiliza-se como uma problemática extremamente marcante nos países, como o Brasil, no qual a cada mil brasileiras entre 15 e 19 anos, 68,4 ficaram grávidas e tiverem seus descendentes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Diante disso, é válido ressaltar que existem medidas governamentais, as quais visam a reduzir tais índices, porém são insuficientes diante da realidade adversa presente na nação.Esse panorama comprometedor exige uma atuação mais contundente de setores do poder público com o escopo de minorar as consequências adversas de tal emblema.

Sob esse viés, o Estado brasileiro dispõe de mecanismos detalhados que possuem o objetivo de combater a problemática, como o documento “Anticoncepção na adolescência” publicado pelo Departamento de Adolescência da Sociedade Brasileira, o qual aborda estratégias de prevenção e recomendações de especialistas. Entretanto, mostra-se, evidentemente, reduzida a eficiência de tais ações governamentais diante da alta quantidade de jovens que engravidam pela carência de informação. Tal circunstância desafiadora desencadeia diversos prejuízos ao país,pois, geralmente, a adolescente abandona a escola para suprir as necessidades do filho, fato que agrava a situação de pobreza no Brasil e reduz a quantidade mão de obra qualificada, evidenciando, assim, a necessidade de medidas do poder público mais eficientes.

Ressalte-se, ainda, que diversas famílias são desinformadas acerca dos mais drásticos efeitos adversos da gravidez na adolescência, a exemplo, pode-se citar o aumento da mortalidade infantil, visto que ,muita vezes,a mãe tenta esconder a gestação dos pais e não realiza os cuidados médicos adequados como o exame pré natal, aumentando,assim,os riscos para ela e para o bebê , além dos traumas físicos e psicológicos que podem ser desenvolvidos na progenitora.Essa vulnerabilidade de conceitos sobre o tema agrava, ainda mais, a problemática, pois vários núcleos familiares descumprem o papel basilar de fomentar nos descendentes uma mentalidade consciente acerca da importância de utilizar mecanismos anticoncepcionais.Tal realidade adversa explicita a negligência governamental com a temática, fato que urge mudança com a aplicação de ações expressivas que amenizem a situação.

Logo, é mister que o Governo de cada país, com o apoio da Organização Mundial de Saúde, realize uma reeducação populacional, mediante campanhas eficientes nas redes sociais e televisivas que explicitem as formas de prevenção e os marcantes prejuízos da gravidez na adolescência, tanto para a economia,quanto para a sociedade diante do aumento da evasão escolar e dos problemas de saúde desencadeados na mãe e no bebê, com o fito de informar a população e reduzir a problemática.