Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 03/04/2020

Na série norte-americana “Sex Education”, é possível conferir a rotina escolar de quem possui aulas sobre educação sexual. Entretanto, diferentemente da ficção,  no Brasil, tem-se a falta de ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência.  Dentre as quais, uma educação sexual inexistente,  além de campanhas sazonais.

Em primeira análise,  destaca-se a inexistência da educação sexual no país. No tocante à isso, a desinformação sobre sexualidade e a não abordagem a respeito de questões emocionais, psicossociais e contextuais contribuem para a falta de acesso à proteção social e ao sistema de saúde. Uma vez que tais fatores acarretam o uso inadequado de métodos contraceptivos, bem como o aumento do índice de gestação na adolescência.

Em segunda análise,  ressalta a presença de campanhas sazonais, ou seja, restritas à uma época e/ou local. Como, por exemplo, no Carnaval, em que  há a distribuição gratuita e o estímulo ao uso de preservativo. Contudo, tal ocorrência é um fator limitante, haja vista que funcionam em apenas uma parcela do ano, sem se mostrar muito eficaz. Segundo dados do IBGE, cerca de um quarto dos nascimentos, no Brasil, provêm de meninas com idades entre 15 e 19 anos.

Portanto, para mudar esta questão frequente, no país, deve-se, pois, tomar medidas significativas. Dentre as quais, torna-se imprescindível que o Governo, por meio do Ministério da Educação,  em ação conjunta com as escolas, promovam a educação sexual, abordando a reflexão sobre o desenvolvimento efetivo e a autonomia de adolescentes e jovens, a fim de diminuir os índices de gravidez na adolescência. Levando-se em consideração os aspectos expostos, convém enaltecer que a situação será atenuada e suprimida rapidamente.