Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 07/04/2020

Na série inglesa"Sex Education", o assunto em pauta é o ensino sexual nas escolas e um serviço de apoio. A fim de tirar dúvidas sobre sexualidade e relações sexuais, o diretor do colégio contrata Jean, uma terapeuta sexual. Acerca dessa lógica, espera-se que a vida real seja parecida com a situação mostrada na ficção, na qual os jovens têm consciência sobre assuntos sexuais e os seus riscos, entretanto essa não realidade no Brasil. Em decorrência de poucas campanhas sazonais e da falta de educação sexual nas escolas, os índices de gravidez na adolescência são grandes.

Sob esse viés, é de fundamental importância discutir a problemática do Estado pouco promover discussões acerca do tema, que ocorre devido ao sexo ser encarado como tabu, em razão de fatores como a religião e o machismo. Por conseguinte, a promoção do uso de contraceptivos intercorre em épocas especificas do ano, como o Carnaval, feriado no qual recebeu aproximadamente um terço do número total de camisinhas programadas para serem distribuídas ao longo do ano de 2020, de acordo com o Ministério da Saúde. Diante disso, grande parte dos adolescentes não tem acesso a anticoncepcionais e acabam por engravidar.

Outro aspecto relevante é a falta de educação sexual nas escolas, pois ao se tratar o sexo como escrúpulo, há um grande desafio em se ensinar, nas escolas, sobre os métodos contraceptivos eficazes e sobre o sistema reprodutor. Dessa maneira, o acesso ao conhecimento sobre o assunto é dificultado e torna-se cada vez mais raso, o que se reflete no fato de que 27% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental já tiveram relação sexual, de acordo com a  última edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar. Isto posto, as altas taxas de gravidez na adolescência não tendem a diminuir.

Em suma, para reverter essa situação diminuindo os índices de gestação na juventude, é necessário que o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde, promova palestras em escolas públicas duas vezes ao ano, que tenham o intuito de conscientizar os estudantes sobre assuntos sexuais. Logo, as conferências deverão ser feitas de modo que os jovens entendam que a falta de proteção durante as relações sexuais podem ter consequências irreversíveis, como a gravidez.