Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/04/2020
Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, à educação e ao bem estar social. Com, os altos índices de adolescentes grávidas no Brasil impossibilitam que uma parcela da população desfrute desse direito na prática. Nessa perspectiva, esse desafio deve ser superado para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A priori, cabe destacar que a desigualdade social, seguida da falta de acesso às informações necessárias, são as principais causas do problema em questão. Diante disso, em função da falta de escolaridade e de meios para se conscientizar, as classes de menor renda per capta, residentes em periferia, possuem 40% a mais de probabilidade de conceber filhos na adolescência, segundo a Organização Pan-Americana de Saúde. Consoante ao contexto, sem a devida conscientização sobre os efeitos da gravidez precoce, esse fato é propenso a perpetuar-se, pois, de acordo com o filósofo suíço Jean Rousseau, o indivíduo é, e tende a ser, produto do meio social em que está inserido. Assim, aumenta-se o desafio das instituições sociais de reverter tal impasse.
A posteriori, com a possível perpetuação desse quadro devido à ausência de conscientização, consequências estruturais, como a evasão escolar, a qual gera empecilhos futuros, acomete esses indivíduos. Sob essa ótica, conforme mostra os dados expostos pelo jornal G1, 75% das mães adolescentes não concluem o ensino médio, cessando seu processo de formação educacional. Desse modo, são prejudicadas ao tentar inserirem-se no mercado de trabalho, principal fator que aumenta o índice de desemprego entre os jovens, segundo uma pesquisa feita pela revista Exame. Portanto, é necessário medidas para reverter esse quadro atual.
Portanto é necessário que medidas sejam tomadas para a resolução da problemática. Dessa forma, urge ao Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, realizar projetos de políticas públicas que ampliem o acesso aos métodos contraceptivos, explicando sua finalidade e o modo correto de uso, por meio das mídias sociais, como internet e televisão, a fim de minimizar os casos de gravidez precoce. Além disso, é mister que a família e a escola, eduquem desde cedo os indivíduos, alertando-os sobre as possíveis consequências maléficas desse impasse, com o objetivo de conscientiza-los.Assim, através da educação, a qual tende a ser transformadora, de acordo com Paulo freire, os índices de gravidez precoce serão reduzidos, distando da Antiguidade retrógrada.