Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 06/04/2020

A série “sex education” relata o convívio de adolescentes precocemente inseridos na vida sexual. Já na vida real, a falta de diálogo sobre o assunto choca-se com milhares de mães adolescentes no Brasil. Por consequência disso, a exclusão e/ou a crítica social são fatores que potencionalizam diversos problemas a essa parcela da população.

Em primeiro plano, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente é dever do Estado e da comunidade zelar pelo bem-estar dos jovens. Todavia, tal regulamentação não se aplica a contemporaneidade, pois a educação sexual ainda é um tabu a ser quebrado em nossa sociedade. Com isso, fica explícito que a gravidez na adolescência é apenas uma severa consequência da negligência não só do governo, mas da população como um todo.

Além disso, o suporte de saúde gratuito oferecido para essas jovens - especialmente de baixa renda - ainda é precário. Devido à gestação, essas mães podem apresentar complicações de saúde como a anemia, e em adição, ainda é possível desenvolver problemas sociais e psicológicos, ascendendo o risco de nascimentos prematuros ou natimortos.

Portanto, é dever do Governo Federal via Ministério da Educação reformular a grade curricular escolar, sejam elas públicas ou privadas, inserindo a matéria de educação sexual como componente obrigatório. Tal ação deve ser implantada somente para o ensino médio e é de suma importância que seja efetivada por um sexólogo capacitado para possíveis esclarecimentos. Com a finalidade de orientar da forma mais segura possível a inserção dos jovens na vida sexual, o projeto visa a médio prazo uma drástica queda no índice de gravidez adolescente no país. Somente assim, por meio da informatividade, tal problema será erradicado do Brasil