Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 07/04/2020

No filme “Juno”, a jovem personagem principal engravida do seu vizinho por um descuido, fato que contribui para que a garota se sinta totalmente insegura e imatura. Em paralelo ao universo cinematográfico, encontra-se a realidade de diversas adolescentes grávidas precocemente na sociedade contemporânea, as quais adquirem problemas, tanto físicos quanto psicológicos, e acabam desistindo do seu futuro no mercado de trabalho. Sendo assim, torna-se necessária a adoção de ações governamentais para a redução dessa problemática como projetos conscientizadores nas escolas e sessões públicas de terapia entre pais e filhos.

De fato, a gravidez na adolescência é bastante prejudicial às jovens mães, uma vez que suas estruturas corporais não estão desenvolvidas completamente para carregar um filho. Sob essa ótica, potencializa-se o nascimento de bebês prematuros e de baixo peso, os quais muitas vezes não recebem o cuidado pós-parto necessário. Assim, é imprescindível que projetos conscientizadores sejam adotados pelo governo nas escolas, sobretudo em áreas marginalizadas, onde não há apoio suficiente nem infraestrutura adequada. Tal medida seria responsável pelo ensino da educação sexual entre adolescentes, além de ensiná-los sobre os cuidados necessários para que tal situação seja evitada.          Outrossim, é inegável que a gestação precoce ocasiona inúmeros problemas psicológicos nas adolescentes, sendo a depressão um dos mais frequentes, visto que muitas não conseguem conciliar os estudos após o nascimento das crianças nem entrar no mercado de trabalho. Por esse motivo, é essencial a adoção de sessões públicas de terapia em centros comunitários para que haja um estímulo no diálogo entre familiares e, consequentemente, a redução de casos de gravidez na adolescência. Essa ação governamental contribuiria para uma libertação das amarras sociais vigentes, uma vez que o sexo ainda é visto como tabu na sociedade. Pode-se citar como exemplo a China, país cujo incentivo ao diálogo é praticamente nulo, corroborando com o desenvolvimento de doenças sexualmente transmissíveis e com um número cada vez maior de jovens grávidas.

Destarte, é de extrema importância que o Ministério da Saúde, em parceria com assistentes sociais, realize projetos conscientizadores nas escolas, os quais abordariam questões de gênero e sexualidade e permitiriam a participação de pais e responsáveis. Tal providência poderia ser feita por meio de aulas com informações científicas sobre o assunto, as quais alertariam sobre os riscos de doenças transmitidas por relações sexuais sem proteção e, também, informariam os alunos sobre a problemática abordada. Dessa maneira, as ações governamentais seriam fundamentais para que ocorra a redução dos casos de gravidez na adolescência.