Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 06/04/2020
No filme “Preciosa”, de 2016, é retratado a história de Claire, uma adolescente que sofre uma série de privações durante a juventude devido a uma gravidez precoce. Fora da ficção, apesar da redução dos casos de natalidade adolescente, no Brasil, o número ainda é preocupante e as situações enfrentadas pro Claire se repetem na vida de muitas jovens no cenário atual, as quais é resultado não só de uma ausente educação sexual, como também de uma negligência parental no tocante a debates quanto ao assunto.
Em primeiro plano, destaca-se a ausência de uma educação sexual como um dos causadores do problema. Segundo o filósofo francês Immanuel Jante, o ser humano é fruto da educação. Nesse sentido, os jovens carecem de informações à respeito do sexo seguro e desconhecem os métodos contraceptivos uma vez que tal compreensão poderiam ser obtidas em ambientes escolares com orientações pedagógicas. Deste modo, a escassez da disciplina sexual propcia o deturpamento do conhecimento sobre sexualidade, reverberando no problema da gravidez na adolescência.
De outra parte, é preciso pontuar a omissão da família como um dos impulsionadores do impasse. Dessa forma, o pensamento do sociólogo Émille Durkheim, que a sociedade é como um “corpo biológico” compostas por partes que interagem entre si, encontra-se defasado, dado que essa interação, por motivos histórico-culturais, como a religião não ocorrem nas famílias quando o assunto é sexualidade.
Portanto, o Ministério da Educação, deve, incentivar a educação sexual nas escolas, por meio da inserção de aulas sobre sexualidade e métodos contraceptivos, com objetivo de promover o conhecimento por parte biológica e maneiras preventivas de uma gestação precoce. Ademais, a promoção de palestras e simpósios aos mestres, os quais elucidem a importância da comunicação familiar a cerca do assunto, com intuito de romper barreiras no contexto sexualidade.