Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 08/04/2020
No Brasil, observa-se os efeitos da maternidade precoce, uma vez que, na adolescência, as meninas estão na fase em que ocorre o desenvolvimento dos hormônios reguladores dos processos reprodutivos e, devido a isso, enfrentam diversas dificuldades psicológicas e que, também, podem comprometer sua saúde. Tal panorama exige uma atuação mais expressiva do Poder Público, em conjunto com a sociedade civil, a fim de desenvolver alternativas eficazes que visem à diminuição de casos precoces e à conscientização dessas jovens sobre os desafios de uma possível gravidez.
De fato, no Brasil, sabe-se que a gravidez precoce é uma questão social e de saúde pública e que exige uma atenção especial, visto que nessa idade, entre 13 e 19 anos, há o desenvolvimento dos hormônios femininos, como o estrógeno e a progesterona, que preparam o corpo para receber e amadurecer o embrião. Essa circunstância complexa evidencia que inúmeras meninas são submetidas a vivenciar diversas dificuldades, já que encontram-se vulneráveis a enfrentar complicações durante sua gestação, como o temido deslocamento da placenta. Tal fato é explicito em uma das edições de Malhação, série destinada a adolescentes, em que uma das personagens, Keyla Maria, vivencia desafios após ter sido surpreendida com uma gravidez indesejada. Assim, é notória a necessidade de ações governamentais, para que jovens sejam conscientizados acerca dos entraves enfrentados nessa fase e da importância do uso de métodos contraceptivos, como a camisinha e os anticoncepcionais.
Ressalta-se, ainda, a importância de preparar os adolescentes para a vida sexual de forma segura, por meio de didáticas que os aprofundem da responsabilidade de cuidar de seu próprio corpo, a fim de que não ocorram situações futuras indesejadas. Tal realidade é vista na série Sex Education, em que os protagonistas são responsáveis por esclarecer aos seus colegas acerca dos tabus existentes quanto a questões sexuais, e, também, à gravidez. Entretanto, no convívio social brasileiro, nota-se um cenário inverso, visto o descaso da União no que concerne à adoção obrigatória da educação sexual em ambiente escolar, evidenciando, assim, a necessidade de mudança de conduta governamental.
Portanto, compete à União conscientizar sociedade brasileira, com o auxílio das redes sociais governamentais, acerca da importância do cuidado pessoal e estimular as mulheres a optarem pela adoção de anticoncepcionais, por meio da distribuição gratuita desses contraceptivos, a fim de evitar uma gravidez indesejada na adolescência. Ademais, urge às escolas, por meio de palestras no meio estudantil e amplos debates acerca desse assunto, fomentar uma mentalidade social baseada no entendimento sobre dos desafios de uma gravidez indesejada e, também, desenvolver princípios básicos acerca da educação sexual de jovens, visando a redução da gravidez na adolescência.