Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 08/04/2020

A Organização Mundial da Saúde, constata que entre 10 a 19 anos, é um período de descobertas, considerado a pré-adolescência e a adolescência, os hormônios passam a aumentar, tendo picos hormonais. Podendo iniciar assim a vida sexual da pessoa, tendo grandes chances de acontecer de forma desprotegida. Os filhos dessas mães adolescentes apresentam 18% dos três milhões de nascidos vivos nos dados do IBGE em 2015. Muitas vezes ignoram os métodos contraceptivos ou até mesmo não possuem nenhum tipo de conhecimento.

Em primeira análise as mães adolescentes escondem sua gravidez de seus pais, por medo, o que acaba levando ao início tardio do pré-natal. Assim o bebê e a mãe podem correr sérios riscos de vida como o aborto natural, o parto prematuro, a anemia ou até mesmo a morte. Ou tentam até mesmo interromper a gravidez, como na série “Sex Education” que retrata uma jovem executando um aborto, por ter tido uma gravidez indesejada.

Em segunda análise as mulheres mais pobres, com um grau de escolaridade menor adquirem menos conhecimento sobre os métodos contraceptivos e muitas famílias não conversam sobre o assunto sexo. Como  o sociólogo Durkheim dizia, o ser é aquilo que a sociedade faz dele, ou seja, a sociedade ainda impõe um enorme tabu quando se trata do tema sexo. Levando-as a estarem mais propícias a obterem doenças sexualmente transmissíveis e a engravidarem de forma indesejada ainda em sua adolescência.

Dessa forma as escolas, as famílias e a mídia devem criar uma parceria para que levem a conscientização das atitudes preventivas do sexo para todos, criando propagandas, cursos, aulas lúdicas, campanhas publicitárias, debates, tudo em linguagem clara para que alcancem o público alvo, que nesse caso seriam os adolescentes e os pré-adolescentes. Assim o tabu criado pela sociedade começará a diminuir e os casos de doenças sexualmente transmissíveis e de gravidez indesejadas terão uma queda grande.