Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 07/04/2020
Em países desenvolvidos, como Alemanha e França, a incidência de gestação entre jovens é baixa em razão da conscientização e prevenção populacional, segundo dados divulgados pelo Fundo de População das Nações Unidas. No Brasil, entretanto, a gravidez na adolescência, infelizmente ainda é um problema de enorme relevância social, decorrente da persistente desinformação individual e da falta de apoio estatal. Sobretudo, a escassa educação sexual nas instituições de ensino brasileiras, lamentavelmente, influencia no aumento de casos de gestantes em fase escolar. Esse assunto é retratado no livro “Gravidez na Adolescência, esclarecimento para jovens, pais e educadores” de forma brilhante, pois o autor transmite conhecimentos sobre sexualidade, maneiras preventivas e, além disso, cuidados necessários após confirmada a gravidez.
Em segunda análise, o Governo Federal, muitas vezes, negligencia medidas para auxiliar os jovens com idade inferior a 18 anos a realizarem sexo com segurança. De acordo com pesquisa realizada pelo UNFPA o país apresenta a sétima maior taxa de gravidez na adolescência da América do Sul, fato esse impulsionado pelo descaso público em relação às verbas destinadas à saúde desse grupo.
Portanto, o Ministério da Educação precisa disseminar, eficientemente, informações relacionadas à gravidez na adolescência, por meio de propagandas socioeducativas, realizadas em várias esferas comunicativas, além de disponibilizar o livro de Celso Martins nas escolas públicas, visando o abrangimento da maior parcela populacional possível, e assim, amenizará esse problema contemporâneo que assola os jovens. Ademais, o Ministério da Economia precisa efetuar ações administrativas e financeiras, que melhorem as condições humanitárias, promova o acesso igualitário aos métodos contraceptivos e, consequentemente, reduzirá os índices de adolescentes gestantes no Brasil.