Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 07/04/2020

Segundo dados do Ministério da Saúde (MS), nos últimos  dez anos, houve uma redução de vinte por cento sobre a taxa de adolescentes gravidas. No âmbito global, o Sistema Único de Saúde (SUS) é extremamente elogiado, pois ele possibilita que todos os cidadãos tenham acesso ao tratamento médico garantidos pelo Estado. Contudo, apesar da ajuda do SUS e da redução da porcentagem de adolescentes gravidas, a gravidez na adolescência ainda é um problema que precisa de solução, uma vez que ainda persiste no país, trazendo consigo dificuldades para essas novas mães.

Em primeiro lugar, vale salientar o avanço da saúde no país, a exemplo do SUS, como meio essencial para prevenir a gravidez, ao distribuir contraceptivos e informações pertinente a educação sexual e, também, como meio para auxiliar as meninas gravidas. Porém, é fato que, a cada 3 minutos, uma adolescente dá a luz, de acordo com o (MS). Isso comprova o número alarmante de jovens gestantes e evidencia a permanência do problema.

Desse modo, essa persistência do problema permite que essas garotas sofram na sociedade. Tal fato ocorre devido a evasão escolar para poder cuidar da criança e/ou sustentá-la, por esse meio fazendo-as perderem importantes qualificações para o mercado de trabalho. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), oitenta por cento das jovens após engravidar desistem do ensino. A desqualificação por falta de ensino faz com que essas mães tenham maiores dificuldade na busca por emprego.

Portanto, para reduzir ainda mais o índice de gravidez na adolescência, urge que o Ministério da Educação prologue a estadia dos estudantes na escola. Isso pode ser feito baseado nas escolas japonesa, que possuem uma extensa grade de ensino com a adição de clubes esportivos e clubes relacionados a matérias extracurriculares como culinária e música. Somente assim os jovens terão menos tempo para ‘‘adentrar na vida adulta’’  e mais tempo aprendendo e melhorando suas qualificações para o futuro. Pois, como é transmitidos pelo ensinamento do filósofo Paulo Freire: se a educação sozinha não muda a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.