Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 08/04/2020

No filme “Simplesmente Acontece”, a personagem principal, Lucy tem grandes expectativas para sua vida, mas uma gravidez indesejada a obriga a abrir mão de sua bolsa de estudos em sua faculdade dos sonhos para que possa exercer a função de mãe solteira e crie sua filha. Esta realidade pertencente à menina inglesa é a mesma vivida por várias adolescentes brasileiras. Sob esse prisma, torna-se necessário discutir sobre o sistema educacional excludente e a falta de aulas de educação sexual para os jovens.

Em primeira análise, a carga horária escolar não permite que as alunas possam exercer ambos os papeis de mãe e estudante, ja que não há flexibilidade nos horários e intervalos dignos para que ela possam amamentar os filhos. Além disso, os grandes volumes de para casa e trabalho dificultam no processo de criação dos filhes. Tal hipótese pode ser comprovada pela pesquisa publicada no portal “G1”, na qual consta que 3 a cada 4 adolescentes que têm filho estão fora da escola.

Ademais, é necessário discutir sobre a falta de instrução e informação dos jovens quanto às formas de proteção e prevenção existentes atualmente. A falta de aulas de educação sexual no calendário escolar certamente é uma causa desta desinformação, uma vez que menos de 20% das escolas públicas brasileiras têm educação sexual ampla e contínua no Ensino Fundamental, de acordo com uma pesquisa publicada no portal novaescola.org.

Portanto, é evidente que a desinformação é um dos principais agentes que ajudam a perpetuar o histórico de gravidez na adolescência no Brasil. Dessa forma, o Governo Federal junto do Ministério da Educação e do Poder Legislativo, deve tornar obrigatória ao menos uma aula mensal de educação sexual para alunos do Ensino Fundamental e Médio, por meio de uma lei, de forma que os alunos sejam ensinados as melhores formas de se precaver e, assim os altos índices de 68,4% de acordo com o “G1” possam diminuir de forma considerável.