Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 09/04/2020

Um a cada cinco bebês tem mãe adolescente no Brasil. Nesse país não é comum o debate sobre questões sexuais nas escolas e nem na família. Essa falta de diálogo gera uma desinformação entre os jovens sobre como se proteger, o que resulta em um alto índice de gravidez até os 19 anos. Por sua vez, esse problema tem 2 graves consequências, que são a evasão escolar e a violência social e familiar. Logo é preciso que o governo tome ações urgentes para solucionar essa situação.

Em primeira análise, devido as alterações físicas causadas pela gravidação, a gestante terá dificuldades em manter sua frequência escolar. Em adição a isso, ela será julgada pelas pessoas quando sua aparência começar a mudar. Além disso, quando o filho nascer, ele precisará de cuidados constantes, o que requer muito tempo da mãe, fazendo com que tenha que escolher entre abandonar a escola ou deixar de cuidar do filho. Desse modo, na maioria dos casos, a opção escolhida é a de deixar a escola.

Em segunda análise, o abandono escolar, no entanto, não é a única consequência encontrada nesse empecilho, mas também a violência familiar, que sofrem devido aos pais não aceitarem o fato de a filha ter engravidado precocemente, apesar de não ser incomum, pois de acordo com o Sinasc 16% dos nascidos tem mães entre 15 e 19 anos. Também, em muitos casos, elas são excluídas de seus grupos de amigos. Por consequência, a jovem acaba gerando traumas tanto físicos quanto psicológicos, que podem durar por toda a sua vida.

Portanto, para resolver parcialmente o problema, o governo, por meio do ministério da educação, deve implementar um programa de educação sexual em todas as escolas, a partir do Fundamental II, com o objetivo de conscientizar a população desde cedo.