Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 08/04/2020

A obra cinematográfica Juno, de Diablo Cody, lançada em 2007, relata uma adolescente que engravida acidentalmente aos 16 anos e passa por inúmeros problemas sociais, sendo julgada pela sociedade por isso. Paralelo ao ocorrido no filme, no Brasil a gravidez precoce é ocasionada principalmente pela desinformação e vulnerabilidade das jovens. Logo, é preciso que mudanças ocorram para solucionar essa problemática no país.

É válido citar as causas que levam ao aumento dos casos de gravidez na juventude. O sexo ainda é um tabu, sendo um assunto evitado nas conversas familiares, dessa maneira, a falta de diálogo, faz com que a jovem não possua informações necessárias para evitar uma gestação. Aliado a isso, percebe-se que a educação sexual nas escolas é deficiente. Ou seja, as adolescentes não realizam as medidas necessárias para evitar uma gravidez, pois não recebem a devida instrução, levando a consequências desagradáveis.

Além disso, há um descaso na assistência às mães adolescentes por parte das Secretarias de saúde e da sociedade. as unidades de saúde ainda não estão plenamente preparadas para prestar assistência devido ao preconceito e estigmatização e a carência de ações informativas e preventivas. Isso contribui para submeter as adolescentes ao julgamento e discriminação social, o que é inadmissível em um Estado que garante a isonomia em sua Constituição Federal.

Depreende-se, portanto, que o panorama da falta de informação e discriminação necessita ser alterado. O Ministério da Saúde, como instância máxima desse suporte, em parceria com as Secretarias de saúde e educaçao  devem instituir maior capacitação de profissionais por meio de cursos, objetivando obter e repassar conhecimento aos adolescentes no ambiente escolar e em postos de saude. Dessa forma, será possível extinguir a negligência associada a falta de informação e a discriminação no meio social.