Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 09/04/2020
A gravidez precoce ocorre com frequência no Brasil devido a falta de orientação e conscientização que deveria ser proporcionada pelos órgãos de saúde e educação, cujo é um direito inviolável segundo a constituição vigente. Temos historicamente em muitas culturas a tardia adoção de métodos contraceptivos, como as pílulas anticoncepcionais, em razão de questões morais, religiosas ou políticas.
Vale ressaltar que o tabu em torno das discussões sobre sexualidade perduram a séculos, desde a Idade Média as jovens são orientadas a se preservarem até o matrimônio. Entretanto, a prática sexual antes do casamento se tornou comum na modernidade, como consequência da quebra com o patriarcado. Apesar disso a orientação, seja no meio escolar ou familiar, continua ineficiente por ainda existir muito tabu a respeito dessa tema.
Em segunda instância, o Governo Federal acaba negligenciando as medidas para auxiliar os jovens, que não completaram 18 anos, a realizar sexo com segurança. Havendo, portanto, um enorme descaso público com as verbas destinadas a essa área da saúde. Tal inadimplência somada a falta de responsabilidade dos jovens, em decorrência da falta de informação, resultam no cenário atual de altos índices de gravidez na adolescência.
Nesse cenário, é preciso que haja a disseminação de informações acerca desse assunto desde a adolescência, por meio de propagandas socioeducativas. Além isso, o ministério da economia precisa de realizar investidas administrativas e financeiras que promovam o acesso igualitário aos métodos contraceptivos que consequentemente diminuiriam os índices de gravidez na adolescência.