Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/04/2020

Os setores da mídia tóxica tendem a chocar duas visões que se complementam dentro do governo. Tais visões são representadas por dois ministérios de grande repercussão entre a sociedade: o Ministério da Mulher da Família e dos Direitos Humanos e o Ministério da Saúde que se uniram para promover uma campanha a favor da abstinência sexual. Embora unidos e com visões compatíveis, alguns setores da mídia vem incompatibilidade entre as duas visões.

De um lado, colocam Damares Alves e o MMFDH. Nesta perspectiva a ênfase está no adiamento da vida sexual do adolescente como fator primordial para a redução dos casos de gravides na adolescência. Segundo demostra a própria ministra, que representa um movimento crescente de conservadores, a educação sexual deve deixar claro para o adolescente que a vida sexual pode ser adiado. No caso, a educação sexual deve existir, mas a ênfase deve ser na fase adequada para a relação sexual e não como se faz para prevenir os riscos da relação sexual.

De outro lado, colocam Henrique Mandetta e o MS. Segundo esta posição, o protagonismo e a autonomia do jovem deve ser valorizada. Nesta visão, aceita por liberais, o adolescente em desenvolvimento precisa ser educado sexualmente. Tal visão é fundamentada no número de adolescentes que são vítimas de estupro. Segundo relatório da Unicef, 40% a 60% dos casos de gravides é resultado de violência sexual. Desse modo, ao empoderar o adolescente com informações sobre a sexualidade, ele estaria pronto a resistir tais tentativas de violência.

Porém, estas visões não se opõe. Dados da Unicef apontam outros motivos para a gravides na adolescência, entre ela gravides planejada, caracterizada pelo desejo precoce de ser mãe; e a gravides estratégica, determinada pelo desejo fantasioso de mudança de status. Nesses casos a educação aliada ao conselho de não antecipar a vida sexual tem sua validade. Alertar é mostrar e dar oportunidade para que as adolescentes conheçam outras realidades além da vida sexual e da maternidade.

Portanto, ao contrário de oposição, as visões dos ministros devem ser combinadas, visando o bem comum da sociedade. Alguns passos já foram dados para redução do número da gravides na adolescência como a ação conjunta desses dois ministérios. Entretanto, é necessário analise e aperfeiçoamento daquilo que vem produzindo resultados. Convém, por isso, atenção do governo às regiões marginalizadas, com uma ação que integre setores do governo como assistência social, saúde e segurança pública. Assim, o governo pode prestar assistência necessária completa à adolescente em situação de risco,