Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 24/10/2020

O filme Juno relata a vida de uma adolescente que ao engravidar se vê diante dos preconceitos gerados a partir dessa situação. Neste sentido, assim como no filme, muitas adolescentes que engravidam precocemente passam por dificuldades e são discriminadas e estereotipadas. Dessa forma, questões como a superficialidade como é abordada a educação sexual e a vulnerabilidade dessas garotas precisam ser solucionadas.

Em primeiro plano, vale salientar a maneira superficial que as instituições de ensino abordam sobre sexualidade e prevenção. Em sua maioria, por se tratar de um assunto íntimo, porém necessário, a escola aborda o tema de forma rápida e até sem a profundidade básica. Tal fato, associado à ausência de conversa dentro de casa, culmina em adolescentes cada vez mais despreparados para a vida sexual e, consequentemente, meninas grávidas precocemente. Segundo dados do Ministério da Saúde, em média, 66% das gestantes adolescentes não tiveram uma gravidez intencional, o que atesta a negligência com a educação sexual.

Outrossim a vulnerabilidade social é outro fator a ser analisado. Geralmente, quando a adolescente mora em lugares com poucas oportunidades ela tende a ter baixa expectativa e até uma maior manipulação, visto que, em sua maioria, áreas periféricas possuem menor escolaridade e, consequentemente, menor senso crítico. A exemplo tem-se o programa Profissão Repórter, no qual mostra a ausência de expectativa de mães adolescentes, no Acre, após a gestação precoce.

Torna-se evidente, portanto, que a gravidez na adolescência é uma realidade no Brasil e deve ser combatida. Sendo assim, o Ministério da Educação, em conjunto com as secretarias de saúde, deve abordar o conteúdo de sexualidade e preservação de forma lúdica, por meio de palestras com agentes de saúde, apresentação das várias formas de preservativo e dados da situação no país, a fim de gerar senso crítico nos adolescentes. Ademais, cabe as ONGs incluir cursos de capacitação em regiões periféricas, por meio da demanda local,reduzindo os casos no país.