Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 14/04/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. De forma análoga, esse poema do grande poeta Carlos Drummond de Andrade assemelha-se ao atual cenário brasileiro, uma vez que a gravidez na adolescência é um problema que insiste em fazer-se presente no percorrer do desenvolvimento. Assim, entre os fatores que contribuem para essa problemática, destacam-se a falta de um sistema educacional adequado e a ausência de informações. Com isso, ações governamentais são necessárias para reduzir essa adversidade.

Convém ressaltar, a princípio, que a falta de um sistema educacional adequado interfere no aumento de casos de gravidez na adolescência. Diante disso, de acordo com o filósofo alemão Arthur Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento sobre o mundo. Nesse sentido, a precariedade na formação socioeducacional brasileira, no que tange à educação sexual, causa o acréscimo de relações sexuais desprotegidas entre os jovens. Prova disso é que, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar, cerca de 30% dos adolescentes já tiveram relações sexuais sem o uso de preservativos. Faz-se imprescindível, por conseguinte, a dissolução dessa conjuntura.

Outrossim, a ausência de informações é um fator determinante no controle da gravidez na adolescência. Dessa forma, consoante ao economista Alison Zigulich, as pessoas criam suas verdades quando lhes faltam informações. Nessa lógica, a debilidade do Ministério da Saúde em inteirar os jovens sobre a importância do uso de preservativos proporciona nesses a banalização de ter relações sexuais protegidas. A título de exemplo, de acordo com o Data Folha, cerca de 20% dos adolescentes acreditam que não é necessário a utilização de camisinha na relação sexual. Isso evidencia-se, destarte, como um grave problema que precisa ser sanado.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a gravidez na adolescência no Brasil. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação promover melhorias no sistema educacional por meio da criação de projetos, os quais propiciem atividades educativas e lúdicas sobre relações sexuais, a fim de conscientizar os jovens sobre a importância do uso de preservativos para evitar a gravidez. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde promover campanhas por meio da distribuição de camisinhas e criação de cartazes, com a finalidade de inteirar os adolescentes sobre a relevância da utilização de preventivos. À vista disso, será possível eliminar os obstáculos presentes no percorrer do desenvolvimento brasileiro.