Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 14/04/2020
Desamparo, censura e falta de instrução. Diversos são os fatores que dificultam o combate a gravidez entre os jovens. Nesse contexto, a negligência em relação à temática sexual na adolescência – caracterizada pela falta de diálogo e assistência - ocasiona problemas como a evasão escolar e a discriminação. Com efeito, faz-se necessário construir um Estado pautado na valorização de políticas públicas de proteção à juventude.
Nesse particular, observa-se que a gravidez na adolescência contribui para a persistência das desigualdades sociais, uma vez que a jovem ao engravidar geralmente abandona o ambiente escolar e, consecutivamente não ingressa nas universidades e no mercado de trabalho de modo de intensificar o aumento do desemprego e das disparidades. Por esse viés, eleva-se a incidência da violência, já que a impossibilidade de sustento financeiro promove o ingresso de muitas jovens na criminalidade. A esse respeito, o escritor iluminista Thomas Hobbes entendia que quando o Estado falha em seu dever de proteger a sociedade, e quebra o contrato social, há vulnerabilidade. Logo, mudanças profundas são urgentes para alterar esse panorama.
Outrossim, o filósofo Pierre Bordieu afirmava que aquilo que foi criado para instrumento de democracia não pode ser usado como mecanismo de manipulação. Todavia, a grande mídia é caracterizada sobretudo pela disseminação de propagandas opressoras como “Use camisinha!” sem considerar o contexto no qual o jovem está inserido e nos seus fatores psicológicos. De fato, apenas a informação sem a instrução não apresenta eficácia, pois a adolescência é uma etapa de muitas descobertas e o jovem precisa ser ouvido e entendido de acordo com suas percepções de mundo individuais. Em síntese, a falta de empatia atrasa a consolidação do bem-estar social.
Portanto, são necessárias ações integradas dos agentes sociais a fim de atenuar a ocorrência de gravidezes na adolescência. Para tanto, o Ministério da Educação juntamente com as Mídias devem desenvolver palestras e debates em escolas para alunos do Ensino Médio, por meio de oficinas com especialistas. Tais eventos devem ser transmitidas nas redes sociais do Ministério com o objetivo de trazer mais lucidez sobre a gestação e seus impactos na vida do adolescente. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e atingir um público maior. Feito isso, será possível construir um país que oferece assistência aos jovens.