Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 15/04/2020

No contexto social brasileiro,vem-se notabilizando a gravidez na adolescência como uma questão de saúde púbica, a qual interfere,negativamente, no desenvolvimento físico e psíquico juvenil, exigindo-lhes um amadurecimento rápido. Esse panorama aflitivo requer um maior empenho do poder público, além do apoio de instituições formadoras de opinião, com o escopo de proporcionar melhores condições de vida aos adolescentes.

De fato, a gravidez precoce constitui um nítido problema no Brasil, haja vista que, segundo o Ministério da Saúde, cerca de 930 adolescentes e jovens dão à luz todos os dias. Essa estatística preocupante é capaz de explicitar a ameaça à perspectiva de vida de diversas garotas ,especialmente, as quais são submetidas a uma jornada dupla de atividades, dividida entre o trabalho necessário para o sustento familiar e a dedicação ao lar, realidade capaz de explicar, em parte, a evasão escolar. Perante tal realidade, a redução da gravidez juvenil é uma das principais agendas do poder público, atualmente, conforme pode ser percebido pelo lançamento, em fevereiro de 2020, da campanha " Adolescência primeiro, gravidez depois" pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos.

Apesar da relevância do combate à gravidez na adolescência, certo fatores limitam a plenitude do objetivo apontado. Nesse aspecto, é possível afirmar que mesmo havendo uma certa atenção governamental quanto ao problema, a divulgação insuficiente de informes educativos, direcionados ao público juvenil e comprometidos com a promoção do esclarecimento sobre a iniciação sexual precoce, bem como os cuidados demandados por ela, representa um empecilho ao seu enfrentamento. Acresça-se, ainda que muitas famílias são negligentes no que tange ao aconselhamento acerca do sexo sem proteção e ao incentivo ao comportamento preventivo dos descendentes.

Portanto, a fim de que a gravidez na adolescência seja contida no Brasil, é imprescindível que o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos intensifique o esclarecimento direcionado, especialmente, ao público entre 10 e 19 anos, mediante a veiculação de informes educativos nas redes sociais, os quais proponham a discussão a respeito da iniciação sexual precoce e dos cuidados exigidos por ela. Ademais, é importante que as famílias, como instituições formadoras de opinião, ampliem os debates domiciliares com seus filhos sobre os efeitos da gravidez não planejada, de modo a fomentar a postura cautelosa neles. Assim, os dados divulgados pelo Ministério da Saúde serão amenizados no contexto nacional, de maneira a promover a melhor qualidade de vida aos jovens.