Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 18/04/2020

No Brasil, no século XIX, as chamadas “sinhazinhas” eram casadas com maridos escolhidos pelos pais e geravam filhos para seus maridos, só deixando de fazê-lo quando havia alguma complicação. Análogo a isso, no Brasil contemporâneo, a gravidez na adolescência é uma problemática vista comumente. Isso se deve, sobretudo, ao descaso governamental, seja pela falta de educação sexual nas escolas, seja pela negligência em relação a distribuição de métodos contraceptivos. Logo, são necessárias ações estatais, visando o enfrentamento dessa problemática.

“Hoje, a maior parte das informações sobre o assunto obtidas pela juventude são pela internet. São informações sem filtro, muitas vezes errôneas. Quando falamos em educação sobre sexualidade, não se trata de estimular a atividade sexual entre jovens, mas informá-los, para que eles façam boas escolhas”. A fala do representante do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) no Brasil, Astrid Bant, exemplifica como a educação sexual nas escolas pode colaborar no combate da gravidez na adolescência, visto que sabendo todas as informações necessárias, os jovens irão seguir as medidas preventivas, como o uso adequado de preservativos, evitando a possível ocorrência de uma gestação precoce.

Ademais, um estudo realizado pela Sociedade Civil Bem-Estar Familiar no Brasil, a respeito do comportamento reprodutivo dos jovens brasileiros, indicou que a totalidade dos inquiridos “conhecia” algum tipo de método contraceptivo e a maioria já havia utilizado algum deles pelo menos uma vez. No entanto, o grau de conhecimento está relacionado com o simples “ter ouvido falar” sem detalhar questões acerca da utilização adequada, como os anticoncepcionais orais, que devem ser utilizados com acompanhamento médico, devido aos efeitos colaterais que eles podem causar.

Portanto, observa-se que são necessárias ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Dessa maneira, o Ministério da Educação deve promover palestras semestrais nas escolas públicas e privadas, ministradas por médicos ginecologistas, objetivando informar sobre os riscos de uma gravidez precoce e métodos contraceptivos, afim de prevenir esses adolescentes para que ocorra o ato sexual de maneira segura. Além disso, o Ministério da Saúde deve fazer folhetos informativos, ensinando a maneira correta de usar os preservativos, essas cartilhas devem ser entregues em todas as cidades e bairros do país, junto aos métodos preventivos, como camisinhas. Logo, diferente dos episódios ocorridos no século XIX, as adolescentes não precisariam passar por uma gestação precocemente.