Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 22/04/2020
A gravidez na adolescência é um problema de saúde pública por promover riscos à saúde materna e impactar de forma negativa o futuro profissional da mãe. Nesse contexto, algumas ações governamentais são importantes quando se objetiva a redução dos casos de gravidez precoce. Nesse processo, é interessante que haja, por exemplo, campanhas educativas e a disponibilização de métodos contraceptivos nas escolas.
Em primeiro plano, observa-se que a gravidez na adolescência pode complicar o futuro profissional da mãe. Isso, porque é comum que a mãe abandone a escola e interrompa definitivamente os estudos. Prova disso é que, segundo o IBGE, cerca de 75% das adolescentes que têm filho estão fora da escola. Nesse contexto, ações governamentais podem minimizar a taxa de gravidez precoce através de campanhas educativas nas escolas. Isso, por meio de palestras e debates, com médicos e psicólogos, sobre as possíveis e prováveis consequências da gravidez na adolescência, para que os jovens reflitam sobre o verdadeiro impacto que um filho pode ter.
Além disso, engravidar na adolescência pode impactar negativamente a saúde da mãe. Isso, através do aumento da probabilidade da ocorrência de aborto espontâneo, devido a imaturidade do aparelho reprodutivo, o que promove a dilatação progressiva e amolecimento do colo uterino. Para evitar situações como essas, não deve haver distanciamento dos jovens aos métodos contraceptivos. Por isso, evitando a dificuldade de acesso à prevenção, o Governo deve disponibilizar preservativos nas escolas. Isso, por meio de pequenos stands para que o aluno se sinta confortável de pegar o preservativo quando lhe for conveniente.
Conclui-se, portanto, que algumas ações governamentais podem minimizar a ocorrência da gravidez na adolescência. Por isso, aliado às campanhas educativas e à disponibilização de métodos contraceptivos nas escolas pelo Governo, é importante que os pais rompam as barreiras em relação a sexualidade. Isso, através do diálogo em que os filhos sejam instruídos em relação à proteção necessária nas atividades sexuais, além de como os métodos contraceptivos funcionam. Tais informações podem evitar uma gestação precoce.