Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 29/04/2020

O filme Juno, uma comédia dramática, trata de uma adolescente que com apenas 16 anos engravida do seu companheiro. Com a ajuda dos familiares e amigos procura um casal para criar seu filho, a menina enfrenta situações muito constrangedoras para sua idade. A Maternidade e a paternidade são momentos que exigem responsabilidades legais e socioeconômicas, com a criança, além de ter a obrigação de educar, e responder pelo filho até que se torne um adulto. Muitas vezes isso não acontece pela falta de maturidade, irresponsabilidade ou independência dos futuros pais, causando ainda mais riscos a mãe e ao feto, principalmente quando acontece uma gravidez indesejada, que eleva o número de abortos clandestinos no Brasil.

Ficar grávida pode ser o desejo de muitas mulheres no Brasil. No entanto, a gravidez precoce pode ser uma má ideia, podendo oferecer riscos a vida das adolescentes, dos bebês, às famílias e também para a sociedade. Os riscos estão relacionados a tamanha gravidade de uma gestação em uma menina com menos de 16 anos, acontecendo mudanças corporais e hormonais, que levam a adolescente a ter dificuldades para aceitar a gravidez. Há também, casos que a adolescente não possui apoio familiar nem do companheiro ou pai da criança em questão. Um estudo chamado Saúde Brasil, do Ministério da Saúde, indica uma grande taxa na mortalidade infantil das jovens mães, com cerca de 15% de óbitos para cada mil crianças nascidas vivas. Estima-se que acontecem cerca de 3 milhões de abortos inseguros em países como Brasil, envolvendo adolescentes de 14 a 18 anos. Além da imaturidade biológica, condições  desfavoráveis influenciam no péssimo resultado obstétricos.

Outro aspecto que deve ser mencionado é a interrupção dos estudos, que dificulta a adolescente a concluir a escola, que resulta em baixa qualificação para conseguir um trabalho, se tornando mais um obstáculo nos projetos e sonhos de vida. Segundo pesquisas do EducaSenso Brasil, em 2019 cerca de 20 mil adolescentes abandonaram os estudos devido a gravidez, em milhares de escolas no país.

Logo, ações são necessárias para resolver a Problemática. Cabe ao Governo juntamente com o Ministério da Saúde criarem projetos em hospitais e postos de saúde, com o intuito de chamarem a atenção dos adolescentes os instigando a se cuidarem, e a conhecerem todos os métodos contraceptivos, que serão disponibilizados gratuitamente, sempre que precisarem. Outrossim, as Instituições de ensino podem realizar palestras e atividades interdisciplinares para os alunos sobre educação sexual, incluindo doenças sexualmente transmissíveis e suas consequências, para que fiquem cientes do que pode causar uma relação desprotegida. Com tais implantações, o problema da gravidez na adolescência, poderá ser uma mazela passada na história brasileira.