Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 07/05/2020
De acordo com a Organização das Nações Unidas, o Brasil está acima da média mundial de gravidez precoce; a cada mil jovens entre 15 e 19 anos, a média mundial é de 44 grávidas, já no Brasil, são 62. A principal causa desse contexto no país é a falta de instrução, além da realidade vivida nas periferias, onde se encontra boa parte das adolescentes nessa situação. Nessa situação, cabe a fala de Paulo Freire: “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.”.
No Brasil, em um número de 10 meninas grávidas entre 15 e 19 anos, 7 são negras e 6 não estudam nem trabalham de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Logo, fica claro que essa população sofre diretamente pela falta de estudos e orientação, sendo extremamente necessário que a educação seja inserida na vida dessas garotas, assim como a educação sexual também deve ser imposta, principalmente em escolas públicas. Contudo, o governo vai de encontro a essa ideia, como explicitou Jair Bolsonaro no início de seu governo, quando pediu para que pais rasgassem uma cartilha que levaria páginas de educação sexual para meninas de 10 a 19 anos.
Não apenas a falta de preparo para a vida, mas também a realidade vista nas periferias é uma grande influência. Conforme o jornal Folha de São Paulo, os 10 distritos do estado de São Paulo com maiores números de jovens gestantes são periferias. As periferias têm realidades que incluem a cultura de vangloriar o uso de drogas e o sexo por meio do funk, por exemplo. Esse enaltecimento, em conjunto com a falta de informação relacionada a prevenção sexual, resultam nos altos índices de gravidez já mencionados, porém, as ações governamentais têm ignorado tais fatos, levando campanhas de abstinência sexual aos jovens, desprezando toda base real sobre o assunto.
Enfim, vê-se que as ações governamentais não têm sido eficazes por dois motivos primordiais: a falta de instrução que deveria advir do Estado, e a realidade vivida nas áreas com maiores estatísticas. Assim sendo, é obrigação do Estado, por meio do deputados federais, que adicionem na Lei de Diretrizes e Bases da educação nacional a tão necessária educação sexual, para que enfim introduzam isso na vida dessas jovens. Além disso, é preciso que se altere essa realidade vivida nas periferias, por meio da fiscalização da quantidade de jovens nas escolas e da inserção de culturas a essa população, mediante a campanhas culturais inseridas pelas Secretarias de Cultura dessas áreas, a fim de que as mentalidades sejam transformadas.