Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 07/05/2020
O Brasil, com uma cultura visivelmente patriarcal, apresenta um elevado índice de gravidez precoce. Esse fato atinge muitas jovens e provém de um sistema falho na abordagem desse tema, já que muitas instituições educacionais e até mesmos os responsáveis pelos pelos jovens vedam esse assunto, dado que relações sexuais são consideradas um tabu pela sociedade brasileira. Contudo, é de suma importância a criação de ações governamentais para a redução desse índice.
Em primeiro plano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera uma gestação precoce aquela que ocorre entre 10 e 19 anos. Diante disso, é notório que essa situação está diretamente ligada a uma questão social, visto que a jovem que se encontra em tal situação apresenta elevadas chances de abandonar o sistema de formação educacional, o que futuramente afetará seu desenvolvimento profissional no mercado de trabalho.
Além disso, como refere-se o sociólogo francês Émile Durkheim o ser é moldado pela sociedade. Nesse princípio, tratar o sexo como um tabu social e censurá-lo resultará em jovens sem conhecimento acerca do assunto e suas consequências. Ainda neste viés, a ausência de uma relação paternal sólida para com os adolescentes contribui imensamente para que estes se tornem pais precipitadamente, visto que essa é uma idade de formação e construção de pensamento.
Em suma, é imprescindível que o poder público, mantenedor da ordem e bem-estar social crie, por meio de verbas governamentais campanhas públicas como palestras nas instituições de ensino e comerciais de televisão explicativos, com o intuito de reduzir gradualmente os casos de gravidez precoce. Deste modo, conforme ideias de Durkheim, pode se moldar seres consciente e reduzir gradativamente o índice desses casos no país.