Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 06/05/2020

É inadmissível que algo tão grave quanto a gravidez na adolescência não tenha gerado,até agora, comprometimento suficiente dos governantes para a realização de ações que promovam o seu combate. Tal fato confirma o que revela Chomsky quando se refere à apatia existente diante da necessidade de empreender medidas de grande relevância. A constatação dessa lamentável indisposição pelo intelectual americano é preocupante diante da urgência em vencer desafios e contribuir para o alcance do objetivo em pauta.                                                                                                 Nesse contexto, é válido mencionar alguns malefícios advindos da gravidez precoce,como a ruptura do colo do útero e o maior risco de mortalidade da mãe e do bebê. A gestação na adolescência também estimula a evasão escolar, o que pode ser visualizado pelos dados fornecidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicado,o qual revela que 68% das menores de idade grávidas abandonam a escola.Diante de tais consequências negativas, o governo brasileiro desenvolveu, no início de 2020, a campanha ¨Adolescência primeiro, gravidez depois,a qual tem o objetivo de estimular o jovem a dialogar com a família e orientar a procura de unidades de saúde antes de iniciar uma vida sexual ativa.                                                                                                                                                                   Apesar da relevância dessa medida, a gravidez precoce ainda é realidade de muitas jovens, uma vez que há insuficiência de ações governamentais que incentivem a discussão do tema e  evidenciem os malefícios decorrentes da gestação prematura. Além disso, a falta de diálogo entre a família e o jovem dificulta o combate dessa problemática, situação que ocorre porque o assunto em questão ainda é visto como tabu,ou seja, muitas pessoas acreditam no pensamento errôneo de que a educação sexual incentiva o ato. Diante disso, torna-se essencial  a realização de medidas  com o fito de transformar essa conjuntura preocupante.                                                                                                           Com base nas considerações supracitadas, pode-se concluir que, a fim de reduzir a gravidez na adolescência e ,consequentemente, corroborar o bem-estar das jovens, é necessário que o Governo,mais precisamente, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da saúde explicitem os malefícios da gestação prematura por meio de campanhas divulgadas em redes sociais e redes televisivas. Ademais, o Ministério da Educação deve incentivar o diálogo entre os jovens e a família,mediante a realização palestras,  no ambiente escolar,  com a presença de  profissionais da área da saúde com a intenção de desconstruir os tabus existentes. Ações como as citadas configurariam uma proatividade que se oporia ao que Chomsky acusa como inércia diante de urgências em contextos sociais.