Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 07/05/2020

Segundo Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa mundial de gravidez na adolescência em 2016 foi estimada em 44 nascimentos para cada mil adolescentes entre 15 e 19 anos. Nesse sentido, percebe-se, no Brasil, a necessidade de ações públicas para diminuir os índices de adolescentes grávidas, uma vez que a falta de informação e a negligência governamental são entraves para o enfrentamento da questão.

Evidencia-se, a princípio, que a falta de informação, muitas vezes, está associada ao preconceito que persiste na sociedade desde a época colonial. Nessa perspectiva, permite a leitura do pensamento kantiano, quando este diz que a educação é aquilo que o homem faz dele. Em relação a isso, nota-se que o processo educativo é essencial para a formação do pensamento crítico dos adolescentes, principalmente, a respeito do uso dos métodos contraceptivos para prevenção de doenças e da gravidez. Além disso, a sexualidade ainda é vista como um tabu e discriminado no meio social, o que prejudica os adolescentes dialogarem com os seus pais acerca das suas dúvidas e dos medos vivenciados nessa etapa importante da construção identitária. Em decorrência disso, essa situação  pode tornar  os jovens mais vulneráveis as doenças sexualmente transmissíveis (DST´s) como a Aids e a gonorreia.

Ademais, negligência governamental intensifica essa problemática. Nesse contexto, de acordo filósofo Michel de Montaigne, uma das mais honrosas ocupações é servir ao público e ser útil às pessoas. Com isso, analisando esse pensamento, é perceptível que o Governo falha em garantir  os direitos constitucionais de assistência aos indivíduos, em especial,  os adolescentes acerca de políticas efetivas de prevenção a gravidez precoce. Isso ocorre porque o Estado está mais preocupado com assuntos econômicos do que os prejuízos acarretados aos jovens que,  muitas vezes, são obrigados abandonar a escola e, consequentemente, afetará sua entrada no mercado de trabalho por falta de uma qualificação profissional.

Fica claro, portanto, que a falta de informação e a negligência governamental garantem resistência para solucionar o problema. Para isso, o Ministério da Saúde deve criar grupo de apoio, nas escolas, orientada por um ginecologista para tirar suas dúvidas e trocarem experiências com os demais alunos, por intermédio de debates voltados para a maneira correta de se proteger de doenças e de uma gravidez indesejada, a fim de conscientizar os indivíduos sobre a importância do preservativo. Aliado a isso, a mídia deve realizar campanhas relatando os prejuízos que podem acometer a uma adolescente grávida e, dessa forma, mudar os dados apresentados pela OMS.