Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 14/05/2020
Na série televisiva brasileira ’’ Malhação — Viva a Diferença’’ uma das personagens principais passa por uma gravidez precoce, acontece que isso é a realidade de diversas adolescentes no país muitas vezes ocasionada pela falta de conscientização por parte dos jovens. Tal problemática acarreta inúmeros obstáculos, associados principalmente a fatores socioeconômicos. Nesse caso, a gravidez na adolescência é um debate muito visto ainda como ‘’tabu’’ por parte da família e da escola.
Em primeiro plano, é imprescindível notar a negligência por parte das instituições de ensino e a falta de apoio familiar com conversas relacionada a educação sexual, o que gera, muitas vezes o fato da adolescente optar por tomar decisões sozinhas e muitas das vezes arriscadas, tal exemplo o aborto, que no Brasil, não é legalizado nesse tipo de caso. E quando se trata de uma jovem que vive em comunidades mais pobres, opta por fazer um aborto clandestino, que é a quarta causa de morte materna segundo o Ministério da Saúde.
Outrossim, é válido destacar o descaso do Governo perante a falta de informação que os mesmos oferecem, visando que, a grande maioria das pessoas que moram em áreas mais pobres, não sabem que o SUS oferece métodos contraceptivos gratuitamente e mesmo que alguns saibam, por vez não sabem usá-los corretamente.
Portanto, torna-se necessário a participação do Ministério da Educação, junto com o Ministério da Saúde criar projetos por meio de palestras e atividades que também envolvam a família, objetivando orientar e garantir o acesso à educação sexual na escola e dentro de casa, quebrando esse ‘’tabu’’ que muito há ainda na sociedade. Ademais, é essencial que o Ministério da Saúde aumente as campanhas relacionadas a métodos contraceptivos - especialmente em regiões menos favorecidas. Para que assim, cresça cada vez mais o número de pessoas com a informação de que há distribuição de contraceptivos gratuitamente e reduzir os índices de gravidez precoce no País.