Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 11/05/2020

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos. Nesse contexto, no Brasil hodierno, a gravidez é uma realidade para milhares de adolescentes. Esse cenário é proporcionado, sobretudo, pelo achismo da impossibilidade de engravidar e pela pouca assistência médica. Por isso, ações governamentais são imprescindíveis para combater essa problemática.

Sob esse viés, é perceptível que a falsa crença de que “não vai acontecer comigo” ocasiona a gestação na adolescência, visto que muitas meninas, por acreditarem que é quase impossível de elas engravidarem, negligenciam os métodos contraceptivos. Em decorrência disso, muitas jovens têm a responsabilidade materna adiantada. Isso é visto no filme “Mais ou menos grávida”, o qual exibe a jovem protagonista sendo surpreendida com a gravidez precoce, acarretada pelo relaxamento na utilização de preservativos com seu parceiro por achar que ela não engravidaria. Desse modo, faz-se essencial a conscientização a respeito dos riscos e impactos da relação sexual sem proteção.

Ademais, vale salientar que a escassez de auxílio médico pode promover a gravidez juvenil, uma vez que, sem acompanhamento e instrução médica, algumas mulheres, principalmente as que vivem no interior e as de baixa renda, não possuem recursos suficientes para a prevenção nem sabem, em alguns casos, como fazê-la. Essa situação foi mostrada em uma das reportagens da TV Record, na qual retratava a realidade de moradores paupérrimos do interior, onde a maioria das meninas entre 15 e 21 anos já tinham mais de um filho por não terem acesso ao acompanhamento médico. Logo, é importantíssimo atitudes governamentais que visem expandir o atendimento hospitalar para todos os civis.

Destarte, medidas são necessárias para reduzir o número de mães novas. Para isso, cabe ao Ministério da Educação deve promover campanhas midiáticas nas escolas,tanto públicas quanto privadas, sobre os efeitos deletérios que a prática sexual imprudente pode ocasionar na vida dos adolescentes, dando ênfase nas dificuldades que as meninas grávidas poderão enfrentar, como risco no parto e maior probabilidade de não conclusão dos estudos, por meio do debate entre profissionais capacitados no assunto e os alunos, a fim de que haja uma redução de grávidas adolescentes. Além disso, o Ministério da Saúde deve fomentar esse abaixamento, por intermédio do apoio médico aos mais desfavorecidos, enviando doutores e enfermeiros para aconselhar e acompanhar as mulheres que vivem em condição de pobreza, com o intuito de reduzir a gravidez precoce. Assim, o IBGE registrará menor número de filhos com mãe entre 15 e 19 anos.