Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/05/2020

O sociólogo Weber impõe que a família deve ser o primeiro núcleo a acolher o ser, caso contrário é dever do Estado. Saindo desse contexto para os dias atuais, é evidente que esse aparelho de ordem social não cumpre com o seu papel acolhedor, uma vez que a falta de informação e de comunicação entre a sociedade acerca do processo da gravidez, pode levar a uma gravidez indesejada. Logo, urge que o Estado encontre meios para reverter esse cenário.

Em primeira análise, vale destacar que de acordo com o projeto “Maternidade Precoce” desenvolvido pelo Ministério da Saúde no ano de 2015, nasceram 574.000 crianças de mães entre 10 e 19 anos, o que é considerado gravidez precoce. Contudo, a busca pelo prazer imediato sem pensar nas consequências futuras advindas do momento, é algo que corrobora com a teoria do filósofo Zygmunt Bauman, deixando explicito que a modernidade é “líquida” e “veloz”, pensando apenas no prazer imediato. Além disso, a falta de comunicação sobre como prevenir uma gravidez, bem como os cuidados no momento do ato sexual, são assuntos que são tidos como “tabus” no âmbito social, pelo fato da aculturação brasileira em relação às tradições religiosas.

Sendo assim, ainda que ações estaduais e federais tenham sido desenvolvidas para a redução das gravidezes precoces no Brasil, como por exemplo, a distribuição de preservativos nos meios públicos, ainda não é o suficiente para amenizar essa realidade. Ademais, a partir do momento em que se descobriu a gravidez, a vida dessa mãe é alterada em todos os sentidos, pelo fato do preconceito por parte da população em relação a gravidez na adolescência, bem como o “abandono” da escola para cuidar do filho, aumentando cada vez o índice da evasão escolar no Brasil.

Portanto, para atenuar a gravidez na adolescência no Brasil, faz-se necessário que o Estado, em parceria com o Ministério da Saúde, desenvolva projetos de “Incentivos Fiscais” para os jovens em geral, em que eles realizaram atividades extracurriculares, como por exemplo, ajudar em tarefas do meio público e assim ocuparem a mente com outros assuntos, com intuito de minimizar a gravidez precoce, além de uma vantagem curricular para o aluno. Ademais, os órgãos públicos, como por exemplo, as prefeituras, em parceria com o Ministério da Tecnologia, devem desenvolver projetos que divulguem informações em relação a medidas de como prevenir uma gravidez indesejada, a fim de diminuir o índice das gravidezes precoces no Brasil.