Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 10/05/2020

No filme  “Juno” a personagem que intitula o longa engravida aos 16 anos, tendo que abdicar de inúmeras coisas por ser mãe precocemente e arcar com novas responsabilidades. Analogamente a essa obra, a realidade de Juno é a de muitas adolescentes brasileiras que tem filhos prematuramente, haja vista que faltam atitudes governamentais para que tal entrave reduza no país. Assim, é necessário compreender como a educação sexual e ações do Sistema único de Saúde (SUS) são fundamentais para a atenuação da gravidez na adolescência.

Por certo, a educação sexual é capaz de informar os cidadãos e impedir que muitas garotas engravidem, afinal o conhecimento do corpo auxilia no entendimento dos métodos contraceptivos. Por conseguinte, Immanuel Kant afirma que " O homem é aquilo que a educação faz dele", no entanto são ausentes ações governamentais de educação sexual nas escolas, findando qualquer possibilidade de extinguir o revés da Nação.  Em suma, as gravidez precoce perpetua-se, gerando a evasão escolar e o nascimento de famílias mal estruturadas, com total despreparo econômico e emocional.

Outrossim, o SUS é indispensável, porquanto é dele que decorre todo suporte pós educação sexual, auxiliando as famílias a terem acesso a métodos contraceptivos.  Dessarte, o SINASC (Sistema de Informações dos Nascidos Vivos) aponta que a gravidez na adolescência teve uma queda de 17% (entre 2004 e 2015), justamente pela distribuição gratuita de métodos contraceptivos, porém o projeto é restrito e não atende todos os brasileiros, afinal há a insuficiência de recursos financeiros, assim, as famílias carentes permanecem desamparadas na prevenção da gravidez importuna. Logo, perdura-se a atribulação, ocasionando abortos  inseguros e a mortalidade infantil e materna.

Portanto, cabe ao Ministério da Educação (cuja função é educar os cidadãos brasileiros) promover a educação sexual nas escolas, por meio de palestras realizadas mensalmente que fomentem a divulgação de informações fundamentais sobre sexualidade e a abertura para o esclarecimento de dúvidas. Isso deve suceder para que as meninas e meninos conheçam seu corpo, os métodos contraceptivos e tenham conhecimento sobre a prevenção da gravidez. Além disso, é necessário que o Ministério da Saúde invista no SUS  para que o sistema entregue anticoncepcionais e instrua os jovens, com intuito de mais famílias terem acesso ao mesmo e a gestação indesejada reduza drasticamente. Somente assim, a realidade que Juno perpassou não será a de garotas brasileiras.