Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 12/05/2020
Ação precoce com consequência permanente
Observando o cenário atual, nota-se que a gravidez na adolescência está se tornando um problema preocupante em todos os setores, na educação, na economia, e principalmente no setor da saúde. De acordo com a pesquisa realizada pela AMB Associação Médica Brasileira, ocorrem cerca de 400 mil casos de gravidez precoce no Brasil, entre 13 a 19 anos, no qual é considerada gestação de risco tanto pra mãe quanto para o feto, ocasionando problemas físicos e psicológicos de forma permanente.
Verifica-se que em muitos casos o estudo são interrompidos para cuidar da criança, e raramente são retomados, ocasionando adolescentes sem conclusão do ensino básico, prejudicando na formação profissional e no futuro da adolescente. O bebê desde o nascimento, necessita de atenção e cuidado constante, e por esse fator as mães são forçadas a interromperem as atividades didáticas, e após acostumar com a rotina, se torna mais difícil retornar ao âmbito escolar.
Outra preocupação constante é a saúde da gestante e do feto, que devido à idade, é considerada gravidez de risco, pois o corpo não está totalmente desenvolvido e o sistema reprodutor não está completamente formado para gerar e manter um feto saudável, ocasionando problemas como aborto espontâneo, crescimento prematuro, desenvolvimento de hipertensão arterial. O pré-natal é essencial para garantir a saúde materno-infantil, e que normalmente não são realizadas por mães adolescentes.
Ainda convém lembrar dos problemas psicológicos gerados, que além do susto e do medo gerado pela gravidez inesperada, passam por julgamentos, críticas e frustrações, que podem ocasionar o estresse, a ansiedade, a depressão, que prejudicam a formação do bebê e causam danos permanentes. E também os transtornos gerados após o parto.
Em virtude dos fatos mencionados, é necessário que que o Ministério da Educação implante atividades integrais para a ocupação do tempo livre, e também promova aulas direcionadas a educação sexual em escolas públicas e privadas para que todos os jovens tenham acesso a informação, e palestra ensinando o uso correto dos preservativos e mostrando as consequências ocasionadas por uma gestação precoce e indesejada. A atuação dos pais é indispensável, com diálogos abertos e oferecendo apoio aos filhos.