Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 12/05/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas-ONU-, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todo cidadão o direito à saúde e ao bem-estar social. Entretanto, no Brasil, tal garantia tem sido negligenciada com o aumento de adolescentes grávidas, fator impulsionado pelo esteriótipo de mulher na sociedade e a falta de uma educação sexual nas escolas. Logo, urge que órgãos públicos promovam mudanças.

Mormente, é válido ressaltar a influência social no quesito da gravidez adolescente. No clipe da  música “Thank you, next”,da cantora Ariana Grande é relatado na primeira cena a gravidez de uma jovem e a personagem, em sua fala, diz estar em tal situação devido à influência do meio em que vive. Fora da ficção, a realidade brasileira não difere, visto que é crescente o número de jovens grávidas, essas que são influenciadas a ter vida sexual precoce por meio de propagandas, filmes e séries que abordam temas e disponibilizam conteúdos sem restrição de idade, fator esse prejudicial para a adolescente. Destarte, a vida estudantil e social do indivíduo é gravemente afetado pela problemática.

Além disso, é cabível destacar a necessidade de uma educação sexual. No filme “17 outra vez”, a filha do protagonista tem na escola aula de ensino sexual, quesito que interfere positivamente em seu relacionamento. Paralelamente, pode-se perceber que, caso o Brasil aderisse de modo obrigatório ao ensino sexual adequado e adaptado para a idade dos alunos, a problemática da gravidez precoce poderia ser amenizada haja vista que as aulas sexuais abordariam o ensino de métodos contraceptivos para homens e mulheres. Desse modo, o entrave seria minimizado de modo que os jovens fariam uso de preservativos e os demais modos de prevenção.

Infere-se, portanto, que o atual cenário brasileiro seja modificado. Para tanto, urge que o Poder midiático promova, por meio de investimentos vindos do Governo, propagandas e séries que abordem o sexo na adolescência de modo adequado, com o fito de conscientizar os adolescentes das consequências de uma vida sexual ativa e reduzir a pressão patriarcal sob as mulheres. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação disponibilize e torne obrigatório o ensino sexual nas escolas, mediante o contrato de professores especializados na área e que tenham a didática para ensinar de forma adaptada aos adolescentes com o objetivo de tornar a conscientização do Poder midiático mais efetiva e amenizar o entrave da gravidez precoce. Assim, a problemática poderá ser amenizada.