Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 12/05/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas no ano de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos prevê que todo o cidadão possui direito ao bem estar social. Porém, a realidade brasileira para uma parcela da população é bem diferente, visto que moças carecem de ajuda quando o assunto é gravidez na adolescência. Diante desse cenário, torna-se premente analisar dois pontos: os malefícios de uma gravidez precoce e a negligência das entidades públicas sobre esse aspecto.
A priori, é lícito postular que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, o Brasil possui inúmeros casos de adolescentes que engravidam entre 15 a 19 anos, e as mesmas tendem a abandonar a escola e interromper definitivamente os estudos além disso, uma gestação não planejada pode gerar violência, depressão e diversos problemas psicológicos, como também existe grandes riscos de abandono materno. Ademais, é notório que esse assunto ainda é um tabu nas famílias brasileiras, pais e responsáveis não conscientizam seus filhos sobre uma relação sexual segura, com uso de preventivos como camisinha e anticoncepcionais.
Outrossim, a negligência das entidades públicas contribui para o aumento desenfreado do caso de adolescentes grávidas no Brasil. Sob essa ótica, é interessante evidenciar o filme “Juno”, o qual apresenta a gravidez na adolescência e os desdobramentos de uma gestação inesperada. A personagem principal da trama, Juno MacGuff engravida aos 16 anos e após o anúncio da gravidez, ela inicia uma saga em busca de alguém que deseja adotar o bebê, tal fato apesar de fictício, se assemelha a situação que uma parcela da população brasileira vive, pois o governo se mostra omisso para criar mecanismos de conscientização sobre a prevenção em relações sexuais e consequentemente, fornecer um programa de apoio eficaz para as jovens mães.
Em suma,as baixas políticas públicas voltadas para a gravidez na adolescência no Brasil é um complexo desafio hodierno que necessita ser combatido. Sendo assim, o Governo brasileiro deve utilizar mídias sociais para promover merchandising, incentivando o uso de preventivos nas relações sexuais entre jovens, objetivando garantir a redução da gravidez na adolescência no país. Em paralelo, os pais e responsáveis necessitam instruir seus filhos sobre esse assunto, explicando os riscos de uma gravidez precoce com a finalidade que reduzir tabus arraigados sobre a educação sexual. Somente dessa forma, paulatinamente, a malha social experimentará de um novo e saudável modo de vida, como também os direitos apregoados na Declaração Universal dos Direitos Humanos serão devidamente cumpridos.