Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 15/05/2020
¨Que comece o matriarcado¨.Essa expressão, proclamada pela personagem Nairóbi, no enredo ficcional ¨La Casa De Papel¨, disponibilizado pela plataforma digital Netflix, demonstra a dificuldade de imposição do papel feminino nas decisões do grupo. De maneira similar, é notória a presença dessa realidade na contemporaneidade, principalmente no período gestacional, isso se deve à histórica marginalização da mulher e, sobretudo ,à negligência familiar. Dessa forma, a sociedade necessita de medidas a longo e curto prazo do governo e da escola na desconstrução dessa persistente cultura.
A princípio, as gestações na adolescência se mantém associadas a conduta histórica e marginalizadora. Isso se justifica, por exemplo, no papel feminino da sociedade espartana, já que a responsabilidade social do homem era lutar e trabalhar em prol do bem comum, por outro lado, a mulher, voltaria-se, somente, para a procriação, sendo, na maioria das vezes, rejeitadas socialmente. Como prova dessa perspectiva, até os dias de hoje, as diferenças de gênero contribuem para a dificuldade de inserção no meio econômico, a qual mostra-se como mais uma causa para a relação proporcional entre gravidez e baixa renda. Portanto, não é razoável que o Brasil almeje torna-se uma nação desenvolvida e permaneça com atitudes características da antiguidade.
Nesse sentido, segundo o pensamento do psicanalista Sigmund Freud, as experiências vividas na infância influenciam no comportamento da pessoa em toda a vida. Sob essa vertente, compreende-se a negligência familiar, como outro fator que contribui para o aumento dos casos de gravidez entre meninas de 10 a 19 anos. Isso se deve, não somente, à falta de informação, mas também, à ausência de habilidade para lhe dar com tal postura, além disso, o caráter prepotente, característico da fase desse grupo social, faz com que, na maioria das vezes, o próprio indivíduo banalize a possibilidade dessa ocorrência, colocando em risco a vida da mãe e do bebê. A exemplo, cita-se o complexo do super-homem, muito difundido no contexto adolescente. Assim, é de extrema importância a comunicação familiar para o empoderamento feminino.
Portanto, entende-se o descaso e apatia com o setor matriarcal como uma patologia social necessária de intervenção. Desse modo, o governo deve fiscalizar a aplicação das leis,a exemplo da Lei Maria da penha, responsável por garantir os direitos e a proteção das mulheres,e além disso, criar um plano nacional de investimento e valorização dos profissionais da área de obstetrícia, por meio de debates entre os representantes do povo, para garantir apoio e segurança. Ademais, é dever da escola, implementar as matérias de filosofia e sociologia, e fomentar a importância do elo família e indivíduo. Dessa forma, mudanças positivas ocorrerão e concretizarão a célebre frase da personagem Nairóbi.