Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 16/05/2020
Na série televisa “Sex Education”, Maeve, uma adolescente do colegial passa por um episódio de gravidez indesejada, na qual sem condições financeiras e psicológica - opta pelo aborto. Infelizmente a narrativa não destoa da realidade brasileira onde essa situação é alarmante. Assim, faz-se profícuo uma postura estatal para analisar tal quadro intrinsecamente ligado a ausência familiar e a falta de atuação do Estado.
Em primeira síntese, é importante analisar a importância da família na formação social do adolescente. A princípio, que, segundo o Artigo 227º da Constituição Federal, é dever da família e do Estado, resguardar os adolescentes do direito à educação. Diante disso, podemos relacionar a dificuldade de comunicação entre o instituto familiar e os jovens, acarretando na desinformação sexual - assunto visto como “tabu” pela sociedade, uma vez que a família tradicional entende que sexo é assunto para adulto. Vale dizer, que essa situação tem que ser alterada para que essa realidade da gravidez na fase puberal seja alterada positivamente, cumprindo o princípio da Carta Magna, onde os adolescentes tem que está na escola.
Ressalta-se, ademais, que esse cenário agrava-se devido a ausência de atuação estatual. Segundo o escritor Gilberto Dimenstein, em sua obra “O Cidadão de Papel”, nem sempre as leis presentes nos documentos oficiais nacionais são cumpridas, desencadeando uma realidade em que os indivíduos são reconhecidos e amparados pelo Estado apenas no papel. Em suma, esse pensamento nunca foi tão presente em nossa sociedade, pois a Constituição citada anteriormente é clara em suas disposições legais. Por outras palavras, a falta de palestras e campanhas direcionadas para esse público jovem acarreta nessa situação de calamidade pública - são jovens sendo privados de serem jovens. Dessa maneira, é importante uma atuação forte do Governo para redução da gravidez na adolescência.
Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao entrave abordado. Por isso, urge o Estado através do MEC e o MS, a fomentação de palestras, por meio dos institutos educacionais e postos de saúde. A fim, de orientar e demonstrar a população adolescente os riscos de uma gravidez indesejada e seus impactos na saúde e educação, na qual traz impacto diretamente para o futuro desses cidadãos. Dessa forma será possível frear essa realidade que “Sex Education” abordou e que a juventude brasileira não se sinta desamparada.