Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 16/05/2020
Em uma das edições da novela “Malhação”, Keyla, de 16 anos, fica grávida e precisa enfrentar as dificuldades de uma gestação na adolescência, além de não saber como contar ao pai sobre o ocorrido. Assim, por se tratar de um programa televisivo brasileiro, a trama denuncia os altos índices de natalidade adolescente no País, demonstrando ainda como o tema “educação sexual” perdura como tabu por muitas famílias. Ademais, esses índices crescem, também, pelo grande número de casos de abuso sexual de crianças e adolescentes, comprovando que há uma imensa necessidade de ações, por parte do Governo Federal, que visem á diminuição dos casos apresentados.
Decerto, é sabido que, para alcançar a redução desses casos, é preciso, primeiramente, alcançar a redução da pobreza, uma vez que, segundo dados do ministério da saúde, mais de 30 por cento das mães adolescentes, em 2017, eram pardas ou negras que faziam parte de famílias de baixa renda. Assim, com uma falta de instrução e noção que os país não possuem, a educação sexual é muitas vezes tratada como tabu e, se é tratada em casa, é dialogada sem muito embasamento. Nesse contexto, é preciso que escolas públicas tenham acesso ao diálogo sobre temas como métodos contraceptivos e as dificuldades e riscos de uma gravidez indesejada.
Ademais, como já foi citado, os índices de abuso sexual contra crianças e jovens não é uma novidade no Brasil. As regiões mais afetadas são as mais pobres - Norte e Nordeste - sendo esse mais um motivo para o combate a essa prática repugnante que acarreta, muitas vezes, a gravidez de meninas de 10 aos 19 anos. Nessa seara, projetos como “Abrace o Marajó” apresentado pelo Governo Federal visam à proteção dos indivíduos nessas faixas etárias da exploração e prostituição. Porém, é necessário ainda o diálogo, que foi citado anteriormente, sobre educação sexual, uma vez que, em locais como a ilha de Marajó, no estado do Pará, é precária a presença de especialistas que possam ministrar sobre o assunto.
À luz dessas considerações, é necessária uma ação governamental que leve espacialistas, como médicos e psicólogos, até as escolas públicas do País para tratar do referido assunto, distribuindo cartilhas e informações para todos os estudantes sobre o tema, visando à diminuição da falta de informação. Ademais, são necessárias ainda ações como a “Abrace o Marajó”, envolvendo a Polícia Federal, visando à prisão de indivíduos que praticam crimes sexuais contra jovens e crianças para que, assim, haja êxito na luta contra os altos índices de natalidade precoce no Brasil.