Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 20/05/2020

No livro Totem e Tabu, Sigmund Freud, o pai da psicanálise, descreve os totens como elementos importantes para a sociedade e os tabus como comportamentos e ações inadmissíveis, sendo consequentemente poucos discutidos. Analogamente, é nítido o fenômeno da gravidez na adolescência, o que, nocivamente, configura se com um tabu na sociedade. Nesse sentido, é de suma importância debater sobre a promoção de mecanismo governamentais para a redução da gravidez na juventude.

Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de comunicação entre pais e filhos é um desafio, já que a ausência da orientação sexual abre margem para a gravidez precoce. Comprova-se, assim, pelo conto Feliz Aniversário, da escritora Clarice Lispector, em que os impasses do relacionamento familiar dificultam o diálogo sobre certos temas. Dessa forma, o totem da gravidez na adolescência mantém se inalterado devido ao desconhecimento dos jovens da proteção necessária nas atividades sexuais, bem como dos métodos contraceptivos. Logo, é inadmissível esse atual cenário.

Por conseguinte, a imprudência dos governantes ante o quadro da gravidez na adolescência é uma problemática. Dessa maneira, a indiferença dos políticos, tragicamente, deve-se à inércia no Congresso para projetos que assistam os jovens, por exemplo, pela ineficiência no tratamento desse estorvo. Acerca disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) afirma que um a cada cinco bebês que nascem, um tem a mãe com idade entre 15 e 19 anos. Logo, é letal que em países signatário da Declaração dos Direitos Humanos, o Estado negue a saúde e a educação devidos.

Portanto, é evidente o dever de promover ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência. Com efeito, esse problema deve ser combatido pelas escolas. Urge que o Governo Federal promova nas escolas públicas e particulares projetos educadores, por meio do contrato de profissionais, que realizam atividades lúdicas para a compreensão do tema pelos alunos. De maneira simultânea, valorizar o período da infância e da adolescência. Espera-se, sob tal perspectiva, que a gravidez na adolescência torne-se uma mazela passada na história, como também um totem.