Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência
Enviada em 24/05/2020
No que concerne à gravidez na adolescência, o Brasil apresenta a segunda maior taxa mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em relatório divulgado em 2019. Diante disso, podemos afirmar que a atual situação possui um impacto de longo prazo na vida das adolescentes, dificultando o acesso à oportunidades e expondo as mesmas à situações de maior vulnerabilidade, pobreza e exclusão social.
Certamente, a alta taxa de fertilidade entre adolescentes não apenas cria obstáculos para seu desenvolvimento psicossocial, como também resulta em uma deficiência na saúde e a um maior risco de morte materna, principal causa da morte entre adolescentes e jovens de 15 a 24 anos na região das Américas.
Ressalta-se, ainda, a falta de informação e a restrição a uma educação sexual integral e a serviços de saúde sexual e reprodutiva adequados, ou seja, fatores que têm uma relação direta com a gravidez na adolescência. Assim, assegurar o acesso à métodos anticoncepcionais efetivos implica em redução da gravidez adolescente e, consequentemente, de diversos aspectos desfavoráveis às adolescentes, como o abandono escolar devido à gravidez, o que influencia nas oportunidades de completar sua educação e se incorporar no mercado de trabalho.
Dessa forma, fica nítido a necessidade de implementação de medidas que visam a redução da gravidez na adolescência, como trabalhos de educação no nível individual, familiar e comunitário, promovidos pelo governo. Além disso, aumentar o atendimento qualificado antes, durante e depois do parto e garantir um entorno favorável para a igualdade de gênero, a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos das adolescentes.