Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 27/05/2020

A Constituição Federal de 1988 preconiza, em seu artigo 5º, que todos os brasileiros têm direito à vida, saúde, educação, lazer e moradia. Apesar disso, muitas pessoas não usufruem desses direitos, uma vez que sua condição social individual não lhes permite, como é o caso das mulheres que ficaram grávidas na adolescência. Desse modo, é notório que a sociedade tem um desafio, tanto preventivamente quanto assistencialmente, em auxiliar as jovens mães, para que possam ter uma vida digna e plena.

Destarte, é fundamental que haja esforço para envidar ações de prevenção à gravidez na adolescência. De acordo com o médico Cesare Lombroso, conhecido como pai da Criminologia, “o homem é um fruto social do seu meio”. Sendo assim, a herança de uma história patriarcal brasileira, aliada à expressiva desigualdade social no país, propiciam formas de exploração de mulheres adolescentes tanto pelo machismo como também pela falta de instrução e recursos dessas mulheres, o que acarreta um maior número de casos de gravidez na adolescência.

Ademais, a falta de amparo às adolescentes mães cria dificuldades na formação da própria jovem. Conforme o médico e apresentador Drauzio Varella afirma, a gravidez precoce é um grande obstáculo social para as jovens mulheres – aumenta a evasão escolar e diminui a oportunidade de encontrar bons empregos – o que leva, de uma maneira geral, a uma pior condição social de vida. Outrossim, as dificuldades vivenciadas pela mãe acabam por influenciar a formação psicológica da criança, tornando ainda mais grave esse problema psicossocial no país.

Portanto, fica evidente que a gravidez na adolescência é um grande desafio para o Brasil. Isso posto, fica a cargo do Governo Federal, por meio da sua pasta de Direitos Humanos, Cidadania e Proteção à Mulher, realizar projetos sociais, principalmente nas regiões mais pobres do país, de forma a conscientizar a adolescente e todos à sua volta, para então prevenir os casos de gravidez precoce. Adicionalmente, o Governo Federal deverá criar postos assistenciais de amparo às grávidas adolescentes, oferecendo ajuda psicológica, financeira (se necessário) e de saúde para ela e a criança. Dessa maneira, a sociedade seguirá a passos largos para a concretude de nossa Carta Magna, com um país mais justo e menos desigual.