Ações governamentais para a redução da gravidez na adolescência

Enviada em 29/05/2020

O filme Juno, lançado em 2007, conta a história de uma adolescente de 16 anos, chamada Juno Macguff, que enfrenta uma gravidez não planejada após se relacionar sexualmente com seu melhor amigo. A protagonista decide ter o bebê,  mas escolhe mandá-lo à adoção após o nascimento. No entanto, não é preciso recorrer a realidade para entender que a gravidez na adolescência é uma realidade no Brasil. Embora estejam sendo registrados menos casos de natalidades adolescente, o número continua sendo preocupante, necessitando de atenção. Ressalta-se o fato de muitos jovens não terem acesso a uma educação sexual básica e por estarem iniciando sua vida sexual cada vez mais cedo.

Primeiramente, sabe-se que é de fundamental importância que os adolescentes tenham acesso ao conhecimento relacionado ao sexo, para que tenham consciência de suas ações e as consequências delas. Porém, ainda existe uma certa relutância por parte de algumas pessoas em ensinar sobre o assunto, uma vez que acreditam ser uma forma de incentivo à sua prática, quando na verdade é uma forma de evitar a gestação precoce e a transmissão de doenças. Ademais, uma gravidez indesejada pode ser tanto natural, como causada por casos de violência. E em ambos os casos pode trazer problemas físicos, psicológicos e sociais ás mães jovens. Destas jovens, a maioria é obrigada a abandonar seus estudos, fator complicado para o futuro. Além disso,muitas não tem o apoio da família.

Outro aspecto relevante que deve ser atentado é que os jovens tem começado suas atividades sexuais cada vez mais novos. Nesse contexto, é importante que aprendam desde cedo sobre o respeito no convívio entre meninos e meninas. Outrossim, Dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) mostram que dos quase 3 milhões de nascidos em 2016, 16% são filhos de mães entre 15 e 16 anos. A maioria desses casos, segundo o site do Senado Federal, prevalece em famílias de baixa renda que vivem na área rural ou em periferias, e geralmente são adolescentes que não possuem uma base familiar estável e não tem o acesso adequada à informação ou aos meios de prevenção.

Portanto, tendo em vista a problemática supracitada, é fulcral a criação de medidas eficazes de conscientização para combater a gravidez na adolescência. Logo, o Governo deve por meio de políticas públicas reforçar a discussão desse assunto nas escolas, em especial nas áreas carentes, com aulas didáticas que ensinem aos jovens de forma básica sobre a importância de se conscientizarem. Além disso, os estimulem a pensar antes de se envolver em alguma relação sendo tão novos, e se decidirem, estejam a par de todos os métodos contraceptivos para impedir uma gestação indesejada. Ademais, é importante que os pais promovam diálogos sobre o assunto com seus filhos para assim prevenir que seja um problema futuro. Outrossim, as mães devem receber apoio familiar e psicológico para evitar traumas.